Policial citado por delator do PCC tinha negócios milionários com carros de luxo e imóveis de alto padrão

Terrenos em condomínio e carros de luxo contrastam com o salário de R$ 11,9 mil

Baronesa Motors vendia carros de luxo e pertencia ao policial delatado por Antonio Vinícius Gritzbach - Imagem: Reprodução / redes sociais | Reprodução / Record TV

Marina Milani Publicado em 21/11/2024, às 08h10

O investigador da Polícia Civil Eduardo Lopes Monteiro, acusado de envolvimento em irregularidades na investigação sobre a morte do traficante Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, viu seu nome envolvido em novas polêmicas. Monteiro foi mencionado por Antonio Vinícius Gritzbach, delator executado no Aeroporto Internacional de São Paulo no último dia 8, como parte de um esquema que teria incluído pedidos de propina de R$ 40 milhões e desaparecimento de bens apreendidos.

Apesar de um salário líquido de R$ 11,9 mil, Monteiro foi sócio de duas empresas: a MD Construções e a Baronesa Motors. A primeira é dona de terrenos em condomínios de alto padrão em Bragança Paulista, enquanto a segunda negociava carros importados de luxo, como Mercedes-Benz e BMW.

Embora tenha se retirado das empresas em 2023, sua esposa, médica, permanece como sócia. A Baronesa Motors, inclusive, tinha como parceiro o filho do ex-delegado do Dops, Lourival Gaeta, acusado de tortura durante a ditadura militar.

Os bens de Monteiro, incluindo terrenos e imóveis, estão sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil.

O advogado de Monteiro, Daniel Bialski, classificou as acusações de "falaciosas e mentirosas", alegando que os fatos já foram arquivados pelo Ministério Público e que as empresas foram devidamente declaradas.

A denúncia de Gritzbach também envolveu outros policiais, acusados de pedir propina milionária e de sumir com itens valiosos, como relógios de luxo. Monteiro e outros agentes foram afastados, e as investigações seguem sob apuração da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

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