Após operação policial, Paraisópolis enfrenta aumento da violência e tumultos nas ruas, com reforço significativo no policiamento
William Oliveira Publicado em 11/07/2025, às 12h31
Após uma operação policial que resultou em duas mortes, a favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, passou a contar com reforço significativo no policiamento. A ação, ocorrida na noite da última quinta-feira (10), desencadeou episódios de violência e tumulto nas vias próximas.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram apreendidas três armas de fogo, carregadores, drogas, dinheiro e diversos celulares.
A tensão teve início após um grupo de indivíduos atacar motoristas nas imediações da Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, em resposta à prisão de três suspeitos. Os detidos foram encaminhados para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda nesta manhã.
Durante os confrontos, um agente da Rota ficou ferido. Um dos mortos foi identificado como um jovem de 24 anos, com histórico de envolvimento com o tráfico de drogas. A identidade do segundo falecido foi confirmada apenas nesta manhã, sem mais detalhes.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 16h após denúncia sobre a presença de armamento pesado na Rua Rudolf Lotze. Imagens aéreas mostraram homens armados utilizando pedaços de madeira e pedras para atacar veículos, provocando ao menos 20 focos de incêndio em áreas próximas, incluindo pontos como a Avenida Giovanni Gronchi e a Praça Moacir Nicodemus.
Investigação apontou que dois dos presos eram foragidos da Justiça, sendo que um deles não retornou de uma saída temporária.
O coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar, afirmou que o policiamento foi reforçado para prevenir novos crimes e proteger os acessos à comunidade. Segundo ele, a confusão teve início após uma operação da Rocam que investigava uma denúncia sobre uma residência suspeita de armazenar explosivos. Todos os policiais envolvidos usavam câmeras corporais, e a atuação foi considerada legítima diante das circunstâncias.
A SSP informou, em nota, que as Polícias Civil e Militar estão conduzindo investigações. Os agentes foram acionados após relatos sobre homens armados em uma área marcada pelo tráfico. Um suspeito foi morto e dois foram presos durante a ação.
As imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas como parte do Inquérito Policial Militar instaurado para apurar todos os detalhes do caso.
O que diz a Secretaria da Segurança Pública?
"À tarde, os policiais foram acionados para uma denúncia de homens armados em um ponto de venda de drogas. Ao chegarem ao local, três suspeitos fugiram em direção a uma casa. No local, um dos suspeitos morreu baleado e dois foram presos. Foram apreendidas armas de fogo, munições, entorpecentes e anotações do tráfico.
Por volta das 20h, após um protesto iniciado por moradores, policiais militares foram recebidos a tiros em outro ponto de Paraisópolis. Um policial foi baleado e socorrido ao Hospital Albert Einstein. Um suspeito de 29 anos foi atingido e não resistiu aos ferimentos. As duas ocorrências são investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), por meio de inquérito policial.
A Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apuração de todas as ocorrências. As imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais estão sendo analisadas, e diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento das circunstâncias dos fatos."