Mãe relatou que a filha desapareceu por alguns minutos dentro do clube; associado suspeito foi suspenso enquanto o caso é apurado
Letícia Sales Publicado em 11/06/2026, às 13h33
O caso de uma menina de 4 anos que teria sido vítima de abuso sexual dentro de um clube na zona oeste de São Paulo está sendo investigado pela Polícia Civil. A denúncia foi feita pela mãe da criança na quarta-feira (10), e mobilizou equipes policiais e órgãos de proteção à vítima.
Segundo o relato da mulher, a filha desapareceu por alguns minutos durante a tarde e reapareceu logo depois. Ao ser questionada sobre onde esteve, a criança respondeu: “É segredo, é segredo”. Em seguida, contou que havia ido com um homem que chamou de “vovô” para “comer pipoca”.
A suspeita de abuso surgiu mais tarde, quando a mãe dava banho na filha e percebeu uma secreção na região íntima da criança. Após uma nova conversa, a menina teria relatado o abuso.
A mulher retornou ao clube durante a noite para comunicar o ocorrido e buscar providências. A criança recebeu atendimento médico e, segundo as informações registradas, exames realizados no local constataram a presença de secreção na região íntima.
A vítima foi encaminhada ao Programa Bem-Me-Quer, iniciativa do Governo de São Paulo voltada ao acolhimento de pessoas vítimas de violência sexual.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a mãe e a criança prestaram depoimento e que exames periciais foram solicitados para auxiliar nas investigações.
“Diligências estão em andamento para localizar o autor pela 3ª DDM (Oeste) – responsável pela área dos fatos”, informou a pasta.
O que diz o Palmeiras
Em nota, o Palmeiras confirmou que a mãe da criança procurou a administração do clube para relatar o caso e informou que prestou atendimento e suporte à família.
“Na noite de quarta-feira (10/6), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.”
O clube afirmou que a criança foi atendida por um médico da instituição e que um advogado acompanhou a família até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
“Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.”
A instituição também informou que um associado apontado como suspeito teve sua participação suspensa preventivamente.
“Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.”
O comunicado termina afirmando que o clube está colaborando com as investigações.
“O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”
O caso segue sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher responsável pela região.