Intoxicação

Polícia investiga caso de intoxicação por água engarrafada no interior de SP

A investigação busca identificar o agente contaminante que causou queimaduras em um homem e sintomas em outras pessoas

A investigação busca identificar o agente contaminante que causou queimaduras em um homem e sintomas em outras pessoas - Imagem: Reprodução / Polícia Civil de Garça

Gabriela Thier Publicado em 16/10/2025, às 17h20

A Polícia Civil, em conjunto com a Vigilância Sanitária, está conduzindo uma investigação sobre um incidente de intoxicação ligado ao consumo de água mineral em Garça, São Paulo. O episódio ocorreu na última sexta-feira (10), quando um residente local, identificado como Alexandre Carpine, de 50 anos, apresentou sintomas graves após ingerir água engarrafada.

Alexandre começou a sentir-se mal logo após beber a água da marca Mineratta, que havia sido armazenada na geladeira de seu local de trabalho. Relatos indicam que, ao tomar os primeiros goles, ele notou um sabor peculiar que inicialmente atribuiu à presença de gás. No entanto, rapidamente desenvolveu vômitos com sangue e uma intensa queimação na garganta, levando-o a buscar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Os exames realizados no hospital revelaram queimaduras no estômago e no esôfago do paciente, causadas pela ingestão de uma substância corrosiva. Durante os primeiros dias de internação, Alexandre necessitou ser alimentado por meio de sonda. Ele recebeu alta médica nesta quinta-feira (15), e agora segue em tratamento domiciliar com uma dieta específica e acompanhamento médico.

Além do caso de Alexandre, uma enfermeira que teve contato com a garrafa da água também sofreu queimaduras nas mãos. Outra mulher que consumiu o mesmo produto apresentou sintomas semelhantes, mas foi atendida e liberada rapidamente.

Em resposta ao ocorrido, as autoridades recolheram todas as garrafas do lote 253.1, cuja fabricação data de 10/09/2025 e validade até 10/09/2026, disponíveis no comércio local. O delegado responsável pela investigação, Adriano Marreiro, informou que as amostras coletadas foram enviadas para análise pericial. O laudo técnico é aguardado para identificar o agente contaminante e auxiliar nos próximos passos da investigação.

De acordo com informações preliminares, a água em questão foi engarrafada em uma fábrica localizada em Pinhalzinho (SP) e posteriormente distribuída a um comerciante em Garça. A distribuidora responsável pela venda declarou estar colaborando com as investigações e oferece suporte à vítima enquanto aguarda os resultados periciais para determinar as ações necessárias.

A empresa fabricante reafirmou seu compromisso com rigorosos controles de qualidade e se colocou à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações. Até que o agente contaminante seja identificado e as causas do incidente sejam esclarecidas, o consumo da água Mineratta do lote afetado permanece suspenso.

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