Operação policial

PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em investigação sobre esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Operação Narcofluxo atingiu 9 estados e o DF, com mandados expedidos pela Justiça Federal em Santos e apreensão de bens, veículos e dinheiro em espécie.

Operação da PF em 9 estados e no DF prendeu MC Ryan SP, Poze do Rodo e outros investigados por envolvimento em esquema bilionário - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 15/04/2026, às 08h21

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A prisão dos cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, realizada nesta quarta-feira (15), integra uma ofensiva da Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, segundo as investigações.

Batizada de Operação Narcofluxo, a ação foi deflagrada após meses de apuração e ocorreu simultaneamente em 9 estados e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Santos, no litoral de São Paulo.

Imagem: Reprodução

 

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava um modelo sofisticado de lavagem de dinheiro, baseado em múltiplas camadas de ocultação. Entre as principais estratégias identificadas está o uso de empresas para dar aparência de legalidade aos valores movimentados. Na prática, os recursos eram inseridos no sistema financeiro como se fossem provenientes de atividades legítimas.

Outra frente relevante do esquema envolvia a circulação de grandes quantias em dinheiro vivo, fora do sistema bancário, dificultando o rastreamento por órgãos de controle. Também foram identificadas operações com criptoativos, utilizadas para fragmentar e dispersar valores, ampliando a complexidade das transações.

A apuração avançou a partir do cruzamento de dados financeiros, que revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada de parte dos investigados. Com isso, a Polícia Federal passou a mapear a estrutura do grupo, identificando conexões entre pessoas físicas, empresas e operações de alto valor.

Foi nesse contexto que surgiram elementos que colocaram os artistas no centro da investigação. Além deles, outros influenciadores digitais também foram alvos da operação, ampliando o alcance do esquema para além do setor financeiro tradicional.

Ao todo, a operação mobilizou mais de 200 policiais federais e resultou no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diferentes regiões do país.

Durante as ações, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens, além de restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro do grupo e preservar ativos para eventual ressarcimento.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

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