A expedição, que começou em Salesópolis, inclui 15 municípios e coleta amostras para análise da qualidade da água e poluição
Gabriela Thier Publicado em 10/06/2025, às 18h35
Uma equipe de pesquisadores deu início a uma ambiciosa expedição ao longo do Rio Tietê, com o objetivo de realizar uma análise detalhada da qualidade da água em seus mais de mil quilômetros de extensão. Este estudo representa um marco inédito, pois pela primeira vez será investigada a presença de contaminantes como fármacos, pesticidas e microplásticos na água deste importante rio paulista.
A jornada teve início na última segunda-feira (9), na cidade de Salesópolis, onde se localiza a nascente do rio, e seguirá até a foz em Itapura, prevendo-se que o percurso seja concluído na sexta-feira (13). Neste momento, a expedição encontra-se em Osasco, um dos trechos mais afetados pela poluição. A última parada será em Itapura, onde os dados finais serão coletados.
Os pesquisadores percorrerão 15 municípios ao longo do Rio Tietê, coletando amostras para avaliar as condições hídricas e buscar alternativas para a recuperação da bacia hidrográfica. Os resultados obtidos durante esta expedição serão divulgados no dia 22 de setembro, data que marca o Dia do Rio Tietê.
O projeto é uma iniciativa conjunta da Fundação SOS Mata Atlântica e diversas instituições acadêmicas. As amostras coletadas serão analisadas nos laboratórios dessas universidades parceiras, garantindo uma avaliação abrangente e rigorosa.
De acordo com Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, a expedição não se limita apenas à mensuração do índice de qualidade da água — que já é monitorado há mais de três décadas — mas também incluirá análises para detectar substâncias potencialmente nocivas presentes na água.
A equipe conta com a participação de pesquisadores renomados de várias instituições, incluindo a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), além de membros do Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos).