Antônio de Souza Carvalho, conhecido como 'Toninho', foi sentenciado por abusos cometidos entre 2009 e 2014
William Oliveira Publicado em 27/08/2025, às 13h23
Um padre de 67 anos, Antônio de Souza Carvalho, mais conhecido como "Toninho", foi sentenciado a 26 anos e oito meses de prisão pelo crime de estupro de um coroinha em Penápolis, no interior de São Paulo. Os abusos ocorreram entre 2009 e 2014, quando a vítima tinha apenas 13 anos. A decisão, publicada pela 1ª Vara da Comarca de Penápolis na última sexta-feira (22), ainda permite que o sacerdote recorra em liberdade.
Segundo o processo, os crimes tiveram início após a vítima, que se mudou com a família para a cidade, começar a frequentar a Paróquia Sagrada Família. Aproveitando-se dos trajetos de carro para as missas, o padre Antônio tocava e beijava o menor. Em uma viagem, quando ambos dividiram o mesmo quarto, novos abusos foram cometidos.
A vítima relatou que demorou a denunciar por considerar o padre uma figura divina. Apenas em 2023, já maior de idade, ele conseguiu contar sobre os abusos à família e à Igreja.
O que disse o Padre e a Diocese?
Durante o inquérito policial, o padre Antônio de Souza Carvalho optou por ficar em silêncio. Já em seu julgamento, ele negou todas as acusações, alegando que suas ações eram apenas "demonstrações de carinho".
A Diocese de Lins, responsável pela paróquia, emitiu uma nota informando que, ao tomar conhecimento da condenação, afastou o padre de suas funções. A diocese também comunicou o caso a Roma, que determinou a abertura de um processo penal administrativo para investigar a situação.
Apesar de ainda constar no quadro de clérigos da diocese, o bispo de Lins, João Gilberto de Moura, confirmou oficialmente o afastamento de Antônio de Souza Carvalho.