Justiça Eleitoral

Pablo Marçal recebe segunda condenação da Justiça Eleitoral por abuso nas redes sociais

A nova sentença é resultado de investigação do PSB e revela táticas de captação ilícita de votos durante a campanha

A nova sentença é resultado de investigação do PSB e revela táticas de captação ilícita de votos durante a campanha - Imagem: Reprodução / X / @sputnik_brasil

Gabriela Thier Publicado em 27/04/2025, às 18h29

A Justiça Eleitoral de São Paulo proferiu uma nova condenação ao influenciador digital e empresário Pablo Marçal, em decorrência de irregularidades cometidas durante sua campanha para a prefeitura da capital em 2024. Este é o segundo veredito desfavorável para Marçal, que já havia sido penalizado anteriormente por práticas semelhantes.

O processo judicial destaca o uso indevido das redes sociais, além de abuso de poder midiático e econômico, caracterizando captação ilícita de recursos. A estratégia questionada envolvia o pagamento a terceiros para a produção e divulgação de cortes de seus vídeos, com o objetivo explícito de viralizar seu conteúdo nas plataformas digitais.

De acordo com a decisão, essa abordagem resultou em uma vantagem desleal, criando uma ilusão de apoio popular que era sustentada por investimentos financeiros. Com isso, a Justiça determinou que Marçal ficasse inelegível por um período de oito anos e que pagasse uma multa no valor de R$420 mil.

Na condenação anterior, que ocorreu em fevereiro deste ano, o ex-candidato já havia sido declarado inelegível, mas sem a imposição de multa. A nova sentença foi fruto de uma ação investigativa baseada em representação do partido PSB.

A recente decisão menciona diversas táticas utilizadas por Marçal, como:

Em comunicado oficial, a assessoria do empresário classificou a decisão como temporária e reafirmou a confiança no sistema judiciário: "Cumprimos todos os requisitos legais durante a campanha. Confio na Justiça e estou certo de que vamos reverter".

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