Governo de SP confirmou casos de gripe aviária em três aves na Zona Sul da capital, mas descarta risco à população e intensifica ações de prevenção no parque
Lívia Gennari Publicado em 05/07/2025, às 16h58
Três aves silvestres do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, foram diagnosticadas com gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade). A informação foi confirmada na última sexta-feira (4) pelo Governo de São Paulo, que reforçou que não há, até o momento, nenhum caso registrado da doença em humanos.
Os animais contaminados são da espécie Irerê (Dendrocygna viduata), um tipo de marreco encontrado na África tropical, nas Antilhas e em várias regiões da América do Sul. Os exames foram analisados e confirmados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária.
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), as aves não são residentes do parque, o que elimina a necessidade de interdição do local e indica que não há risco para visitantes.
“Não há risco à população, nem impacto na produção avícola. O consumo de carne de aves e ovos segue seguro”, afirmou a SAA em nota.
Como medida preventiva, a Defesa Agropecuária, em parceria com a administração do parque e a Prefeitura de São Paulo, anunciou que vai reforçar as ações de conscientização sanitária no local. A orientação é para que frequentadores não se aproximem ou toquem em aves doentes ou mortas, evitando qualquer possibilidade de disseminação do vírus.
A gripe aviária é uma infecção viral provocada pelo Vírus Influenza Tipo A, que pode ser classificado em diferentes subtipos com base em suas proteínas de superfície: hemaglutininas (H) e neuraminidases (N). Existem 16 subtipos de hemaglutininas e 9 de neuraminidases. A doença pode se manifestar em duas formas: de alta patogenicidade (IAAP), com maior risco para as aves, ou de baixa patogenicidade (IABP).
O órgão ainda destaca que a maioria das aves domésticas e silvestres, especialmente as aquáticas, são mais suscetíveis à infecção. Essa característica faz com que o monitoramento constante desses animais seja fundamental para a detecção precoce e controle da doença. Entretanto, o governo segue monitorando a situação e reforçando que não há motivo para alarde.