Zona Sul

Menina de 12 anos passa por cirurgia após ter dedo amputado em escola

Estudante de 12 anos teve dedo preso em porta durante recreio; acidente ocorreu na Escola Estadual Professor Flávio La Selva, localizada na Vila Santa Lúcia, região do Jardim Ângela

Escola Estadual Professor Flavio La Selva - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 25/08/2025, às 11h18

Na última quinta-feira (21), uma aluna de 12 anos da Escola Estadual Professor Flávio La Selva, na Vila Santa Lúcia, região do Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, sofreu um grave acidente que resultou na amputação do dedo médio. O incidente ocorreu durante uma atividade recreativa, sem supervisão de professores ou funcionários na sala de aula.

Segundo relatos de funcionários, a estudante do 7º ano teve o dedo preso na porta da sala, que foi fechada com força por colegas. A ponta do dedo se desprendeu imediatamente, causando pânico entre os alunos. Uma professora que saía da escola no momento conduziu a menina ao hospital.

Em entrevista ao g1, uma funcionária, que preferiu não se identificar, criticou: "Os alunos que estavam na sala ajudaram na limpeza do sangue, isso é inadmissível". A família da estudante foi informada por uma coordenadora ausente durante o acidente. O pai registrou boletim de ocorrência.

O clima na escola é de tristeza e preocupação. Segundo relatos, a única ação tomada até o momento foi uma conversa com os alunos sobre a gravidade do incidente.

"As crianças disseram que era uma brincadeira: o último a chegar ficaria para fora. No conflito, a porta fechou no dedo dela", comentou uma funcionária.

Educadores destacam a sobrecarga na escola, frequentemente solicitados a supervisionar várias salas ao mesmo tempo devido à escassez de professores e funcionários. "Não é a primeira vez que situações de incidentes e de violência acontece nesta escola e a direção nada faz. Eles sempre alegam que não se responsabilizarão por nada. De tanto isso ocorrer, uma situação trágica e triste ocorreu na escola", afirmou uma funcionária.

A equipe pedagógica solicita medidas mais rigorosas em relação aos alunos envolvidos e pede uma investigação detalhada pela Secretaria da Educação (Seduc-SP). Além disso, destacam a importância de fornecer às famílias acesso às gravações das câmeras da sala para esclarecer os fatos.

Posicionamento da Seduc-SP

A Secretaria Estadual da Educação lamentou o incidente, informou que ocorreu durante o retorno do intervalo e que a gestão escolar prestou os primeiros socorros imediatamente, acompanhando a estudante ao hospital. A menina recebeu alta e está bem.

A Seduc-SP comunicou os responsáveis pelos alunos envolvidos e aplicou medidas disciplinares. O caso foi registrado na Plataforma Conviva-SP, e um profissional do programa Psicólogo na Escola foi disponibilizado para atendimento dos alunos. A secretaria reforçou seu repúdio a qualquer ato de violência dentro ou fora do ambiente escolar e se colocou à disposição para esclarecimentos adicionais.

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