Ex-presidente da OAB foi fundamental na luta por justiça social e na reparação das vítimas da ditadura militar no Brasil
Alanis Ribeiro Publicado em 12/01/2025, às 20h25
Marcello Lavenère Machado, advogado alagoano de 86 anos, morreu neste domingo (12) em Brasília. Reconhecido por sua relevante atuação na política brasileira, Lavenère se destacou ao presidir o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, em 1992, assinar o pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Em homenagem à sua memória, seccionais da OAB emitiram notas de pesar, ressaltando sua contribuição para a defesa da democracia, da justiça social e dos direitos humanos. Natural de Maceió, o jurista foi nomeado membro vitalício do Conselho Federal da OAB.
Durante sua presidência na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, entre 2003 e 2007, Lavenère dedicou-se à análise das reparações para as vítimas da ditadura militar, defendendo incansavelmente os direitos dos perseguidos políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de uma nota em suas redes sociais, reconheceu o legado de Lavenère como um defensor constante da democracia e da justiça social, além de seu trabalho na reparação das vítimas do regime militar. Lula também expressou suas condolências à família, amigos e admiradores do advogado.
Na esfera acadêmica, Marcello Lavenère lecionou na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na Universidade de Brasília (UnB) e na Escola Superior do Ministério Público, contribuindo com a formação de diversas gerações de profissionais do Direito.
O jurista deixa esposa, seis filhos, quinze netos e sete bisnetos. O velório e a cremação ocorrerão nesta segunda-feira (13) em Brasília.