A Operação Plush, deflagrada nesta quarta-feira (22), revelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro do PCC que usava lojas de brinquedos infantis em shoppings de São Paulo e região metropolitana
William Oliveira Publicado em 22/10/2025, às 08h41
Na manhã desta quarta-feira (22), foi deflagrada a Operação Plush, uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP), da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda Estadual, com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo criminoso usava lojas de brinquedos infantis, com foco no comércio de pelúcias, para movimentar recursos ilícitos.
A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão em estabelecimentos localizados em dois shoppings da capital paulista — Center Norte e Mooca Plaza. Além disso, há mandados sendo cumpridos em Guarulhos, no Shopping Internacional, e em Santo André, no ABC Paulista.
Como parte das medidas judiciais, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que somam R$ 4,3 milhões.
As investigações identificaram conexões diretas com Claudio Marcos de Almeida, conhecido como Django, integrante do PCC. Django era apontado como traficante e fornecedor de armamento pesado à facção criminosa. Ele foi assassinado em janeiro de 2022, em meio a disputas internas dentro do grupo.
Segundo os promotores, a ex-esposa e a irmã de Django são investigadas por investirem na abertura de quatro lojas de brinquedos infantis, pertencentes a uma rede de franquias, mesmo sem apresentarem ocupações lícitas que justificassem o capital investido.
Django já havia sido citado anteriormente na Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, quando foi identificado como um dos principais investidores da UPBUS, empresa de transporte coletivo usada pelo PCC para lavagem de dinheiro