Decisão reforça entendimento de que a conduta do réu foi dolosa e extremamente perigosa
Lívia Gennari Publicado em 25/04/2025, às 21h18
A Justiça de São Paulo decidiu manter preso o motorista acusado de atropelar e matar duas jovens em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A decisão foi tomada após a defesa do réu entrar com um novo pedido de liberdade provisória, que foi negado pelo juiz responsável pelo caso.
O acusado responde por duplo homicídio doloso, quando há intenção de matar, devido à forma como conduzia o veículo, em alta velocidade e supostamente disputando um racha em via pública. A prisão preventiva já havia sido decretada logo após o acidente, e essa é a segunda vez que a Justiça recusa um pedido de soltura para o réu.
A decisão foi baseada na gravidade do caso e no risco que o acusado representa à sociedade. O juiz entendeu que liberar o réu poderia atrapalhar as investigações e prejudicar o andamento do processo caso o motorista fosse solto.
O que diz a defesa
A defesa do réu argumentou que o motorista não possui antecedentes criminais e está colaborando com as investigações. No entanto, o juiz entendeu que a soltura não era apropriada neste momento, devido a comoção social e os indícios de participação em atividade criminosa, já que a principal acusação contra o réu é seu envolvimento em um suposto "racha", uma disputa de velocidade ilegal que ocorreu no momento do atropelamento. Esse tipo de atividade coloca em risco a segurança de todos na via pública.
Portanto, a Justiça considerou que, ao participar de uma corrida ilegal e conduzir seu veículo em alta velocidade, o acusado demonstrou conduta extremamente perigosa, o que caracteriza um comportamento criminoso, sem a intenção de respeitar as leis de trânsito ou a integridade das pessoas ao seu redor.
Relembre o caso
A tragédia aconteceu na madrugada do último dia 9, por volta das 23h, na Avenida Goiás, no bairro Santo Antônio. De acordo com a Polícia Civil, o motorista dirigia em alta velocidade e supostamente estaria envolvido em um racha quando atingiu as duas amigas que atravessavam a via.
As jovens, identificadas como Isabela Priel Regis e Isabelli Helena de Lima Costa morreram na hora. Câmeras de segurança registraram o momento do impacto e o vídeo passou a circular nas redes sociais, gerando forte repercussão.
O motorista permaneceu no local após o acidente e chegou a prestar depoimento à polícia, mas foi preso preventivamente após laudos e relatos de testemunhas confirmarem o excesso de velocidade e a hipótese de racha.
Próximos passos do processo
O caso segue em andamento, com o réu sendo processado por homicídio doloso, devido ao risco que assumiu ao participar de uma atividade criminosa como o racha, que resultou na morte das jovens.
A Justiça continuará a analisar as evidências, testemunhos e os laudos periciais para assegurar que o processo chegue a uma conclusão justa, levando em consideração a gravidade do acidente e o impacto que ele teve nas vidas das vítimas e suas famílias.