Gustavo Vinicius Santos é acusado de tortura e decapitação da jovem Vitória Regina, encontrada em estado avançado de decomposição nesta quarta-feira (5)
William Oliveira Publicado em 06/03/2025, às 11h17
A Justiça decretou a prisão temporária de Gustavo Vinicius Santos, ex-namorado da adolescente Vitória Regina de Souza, de 17 anos. O corpo da jovem foi encontrado na tarde de quarta-feira (5), em uma região de mata em Cajamar, na Grande São Paulo, apresentando sinais de tortura e decapitação.
Investigações realizadas pela Polícia Civil local envolveram o depoimento de 14 testemunhas, incluindo Santos, que atualmente se encontra foragido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que operações estão em curso para efetivar a prisão do suspeito.
De acordo com o delegado Aldo Galiano Junior, responsável pelo caso, o relato de Santos apresenta contradições temporais quando comparado aos depoimentos dos demais envolvidos. "A versão dele está desconectada do contexto da cena que conseguimos reconstituir em termos de horário", declarou o delegado.
O reconhecimento do corpo da adolescente foi feito por familiares, que identificaram Vitória por meio de tatuagens e um piercing no umbigo. Galiano também ressaltou que a jovem foi brutalmente agredida e que sua cabeça foi encontrada raspada no mesmo local onde o corpo estava.
A SSP informou ainda que o corpo estava em estado avançado de decomposição e que exames periciais, bem como laudos do Instituto Médico Legal (IML), estão sendo elaborados para auxiliar nas investigações.
A jovem havia desaparecido ao retornar do trabalho. Imagens de câmeras de segurança mostram Vitória chegando a um ponto de ônibus em Cajamar e depois entrando em um ônibus. Antes disso, ela enviou áudios para uma amiga relatando a abordagem de homens suspeitos em um carro enquanto aguardava o transporte público.
Nos áudios, Vitória descreveu a situação: "Passou uns caras no carro e eles falaram: 'e aí, vida? tá voltando?'". Ela comentou que não iria interagir com eles e ficou mexendo no celular. Além disso, mencionou outros dois homens no ponto de ônibus que lhe causaram medo.
Após entrar no ônibus, a jovem informou à amiga que os dois homens a seguiram até o transporte público - um deles sentou-se logo atrás dela. Ao descer do ônibus e caminhar em direção à sua casa, localizada em uma área rural de Cajamar, Vitória enviou uma última mensagem afirmando que os homens não haviam descido com ela: "Ta de boaça".