Justiça de SP determina soltura de empresários da Ultrafarma e Fast Shop com fiança de R$ 25 milhões

Sidney Oliveira e Mario Otávio Gomes ficam obrigados a usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares

Decisão inclui fiança de R$ 25 milhões e tornozeleira eletrônica para os empresários envolvidos em esquema de corrupção. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Marina Milani Publicado em 16/08/2025, às 12h36

A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (15) a soltura do fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e do diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes. A decisão inclui a imposição de tornozeleira eletrônica e pagamento de fiança no valor de R$ 25 milhões.

A medida faz parte de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do Estado. Sidney e Mario, junto com outros investigados, haviam sido presos temporariamente na terça-feira (12).

Medidas cautelares definidas pela Justiça

O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello estipulou diversas condições aos empresários, entre elas:

O descumprimento de qualquer uma dessas medidas pode resultar em nova prisão dos investigados.

Além de Sidney e Mario, Tatiane de Conceição Lopes, esposa do operador Celso Éder Gonzaga Araújo, também foi liberada pelo MP-SP. Os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia tiveram sua prisão temporária prorrogada.

Posicionamentos das empresas e defesa

Em nota, a Fast Shop afirmou que “está colaborando integralmente com as autoridades” e destacou que as investigações tramitam sob sigilo judicial.

A Ultrafarma declarou que “colabora com a investigação e que as informações veiculadas serão esclarecidas no decorrer do processo, demonstrando a inocência no curso da instrução”. A empresa reforçou o compromisso com transparência, legalidade e confiança junto aos consumidores.

O advogado Fernando Capez, que representa Sidney Oliveira, informou que seu cliente celebrou há alguns meses um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o MP-SP, reconhecendo irregularidades tributárias. Segundo o defensor, o acordo foi homologado pela Justiça, os valores devidos foram parcelados e estão sendo pagos.

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