Paralisação começa dia 14 e pode ganhar adesão de estudantes em meio a reivindicações por isonomia
Letícia Sales Publicado em 10/04/2026, às 10h16
Funcionários da Universidade de São Paulo decidiram entrar em greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 14 de abril. A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada nesta quinta-feira (9), na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
O principal ponto de insatisfação é a decisão da reitoria de conceder uma gratificação mensal de R$ 4.500 exclusivamente a docentes. Para os servidores técnico-administrativos, a medida fere o princípio de isonomia ao deixar de fora cerca de 13 mil trabalhadores da instituição.
De acordo com a categoria, o montante previsto para o benefício — estimado em R$ 476 milhões ao longo de dois anos — poderia ser redistribuído entre os funcionários, resultando em um reajuste médio de aproximadamente R$ 1.600 por servidor, incorporado aos salários.
Além da questão salarial, os trabalhadores também cobram igualdade nas regras de compensação de horas em feriados e recessos, melhores condições para funcionários terceirizados e o fim da escala 6x1.
O movimento pode ganhar ainda mais força com a adesão dos estudantes. Entidades estudantis já manifestaram apoio às reivindicações e planejam uma paralisação no primeiro dia da greve. A possibilidade de adesão total dos alunos será discutida em assembleias nos próximos dias.
Para marcar o início da mobilização, está prevista uma passeata no campus, com concentração às 14h em frente à administração central. O ato deve reunir funcionários e estudantes em uma manifestação conjunta.
A paralisação pode impactar tanto atividades acadêmicas quanto administrativas, dependendo do nível de adesão ao movimento.