Com ação integrada de segurança, assistência social e gestão urbana, vice-governador lidera resposta mais contundente das últimas décadas, desmonta fluxo do tráfico e reposiciona o centro da capital
Redação Publicado em 12/11/2025, às 08h49
São Paulo vive, nos últimos meses, a maior inflexão em três décadas na política de enfrentamento ao consumo e ao tráfico a céu aberto no centro da capital. O que por anos simbolizou abandono, insegurança e falência do ordenamento urbano entrou em um novo ciclo sob a coordenação direta do vice-governador Felício Ramuth (PSD).
“A Cracolândia acabou e não voltará”, afirmou Ramuth em declaração que marcou o encerramento simbólico do principal fluxo concentrado de uso e comércio de drogas do país.
Designado pelo governador Tarcísio de Freitas para liderar a integração das forças estaduais ao planejamento municipal, Ramuth centralizou a estratégia em três eixos: segurança permanente, deslocamento assistido e reocupação do território.
Pela primeira vez, uma operação dessa escala uniu, de forma contínua e monitorada:
• Secretaria da Segurança Pública (SSP), Polícia Militar, Polícia Civil e GCM
• Secretaria da Saúde e rede de CAPS/CA
• Assistência Social (SMADS), equipes de abordagem e acolhimento
• Inteligência urbana e monitoramento permanente do centro
Segundo relatórios internos das forças de segurança e dados públicos consolidados:
-A maior concentração de uso a céu aberto foi dispersada e não voltou a se estruturar em padrão semelhante
-Não houve migração massiva que reconfigurasse um novo “fluxo” com a mesma capacidade de ocupação territorial
-Houve ampliação expressiva das abordagens sociais e do encaminhamento espontâneo para tratamento
-O aparelho do Estado passou a ocupar o centro 24 horas por dia, alterando a dinâmica do varejo do crack na região
Números que explicam a mudança (indicadores consolidados por áreas públicas)
Embora estatísticas oficiais completas do último ciclo ainda estejam em fase de publicação no repositório integrado do Estado e da Prefeitura, os principais indicadores públicos e observáveis já apontam tendências claras:
Segurança Pública (SSP, PM e GCM)
•Aumento expressivo do policiamento de proximidade no quadrilátero da antiga Cracolândia
•Elevação das apreensões de entorpecentes e operações de inteligência contra o varejo do tráfico
•Queda contínua do registro de grandes aglomerações associadas ao uso coletivo a céu aberto
•Aumento de operações direcionadas a distribuidores, não apenas a usuários
Saúde e Assistência Social (SMS e SMADS)
•Ampliação do número de abordagens sociais diárias por equipes de rua
•Déficit histórico na oferta de tratamento começou a ser enfrentado com novas vagas referenciadas
•Mais usuários aceitando acolhimento voluntário ou mediação para retorno familiar
•Fortalecimento de rotas assistidas para CAPS, comunidades terapêuticas e serviços de acolhimento prolongado
Impacto urbano e percepção da cidade
Monitoramentos realizados por estudos urbanos, associações comerciais e relatos consolidados indicam:
•Retomada gradual do fluxo de pedestres, lojistas e moradores
•Redução do comércio informal associado ao tráfico
•Aumento da presença do poder público de forma contínua
•Desmobilização da ocupação territorial organizada pelo crime
O método: firmeza no crime, portas abertas na assistência
A estratégia coordenada por Ramuth se apoiou em três pilares convergentes:
1. Sufocamento estrutural do tráfico
•Presença policial permanente
•Desarticulação logística do varejo do crack
•Operações de inteligência para impedir reorganização do fluxo
2. Rede ampliada de acolhimento
•Equipes sociais 7 dias por semana
•Encaminhamento ativo para serviços de tratamento
•Mediação de retorno familiar quando possível
3. Recuperação do território urbano
•Reocupação do centro por circulação legítima
•Integração entre governo, comércio, segurança e zeladoria
•Bloqueio preventivo a reagrupamento organizado
A lógica adotada: não apenas dispersar, mas impedir que se recrie a estrutura que sustentava o fluxo.
Impacto social e urbano: uma nova paisagem
Relatos de comerciantes, entidades da região e moradores apontam uma transformação estrutural:
•A antiga “cidade paralela do crack” deixou de operar como território contínuo
•Atividades econômicas e circulação urbana voltaram a ocupar espaços antes dominados
•A presença do Estado deixou de ser episódica e se tornou permanente
Para Ramuth, a operação não é episódica, mas um novo modelo de governança urbana para o centro.
A leitura política: protagonismo e execução
Ao liderar pessoalmente a coordenação institucional, Felício Ramuth deixou de ser operador auxiliar e se consolidou como a figura central da estratégia.
O movimento tem leitura clara nos bastidores do Palácio e da Polícia: “Pela primeira vez, o problema deixou de ser empurrado para o próximo governo.”
Repercussão
Entre aliados, a avaliação é que Ramuth materializou uma nova categoria de gestor: aquele que não anuncia planos e sim executa.
Especialistas apontam que o desafio agora é sustentação no longo prazo, mas reconhecem:
•A antiga Cracolândia deixou de existir
•Não houve reconfiguração semelhante em outro ponto da cidade
•A presença do Estado nunca foi tão contínua
O recado final
A operação liderada por Felício Ramuth representa um dos maiores reposicionamentos de política urbana e de segurança no centro de São Paulo nas últimas décadas.