INVESTIGAÇÃO

Corpo em decomposição é encontrado em residência na Zona Leste

Karina Tardivo, de 38 anos, foi encontrada morta em sua residência na Vila Progresso, em São Paulo

Polícia Civil investiga a possível participação do companheiro no caso - Imagem: Reprodução / TV Record

William Oliveira Publicado em 12/11/2025, às 12h35

Na última terça-feira (11), Karina Tardivo, de 38 anos, foi encontrada sem vida em sua residência na Rua Louro-Tinga, Vila Progresso, zona leste de São Paulo.

A Polícia Militar (PM) foi acionada por um vizinho após receber mensagens de Anderson Amaral da Silva, de 45 anos, companheiro de Karina, que demonstrou preocupação pela falta de resposta dela às chamadas e mensagens.

Segundo relato do vizinho, Anderson alegou que Karina teria sofrido uma queda, batido a cabeça e decidido descansar após consumir bebidas alcoólicas. Ao usar uma chave reserva para entrar no imóvel, o vizinho encontrou o corpo da mulher em cima da cama, coberto e em avançado estado de decomposição, indicando que ela teria sido morta há pelo menos três dias.

A perícia foi convocada para investigar a cena. Apesar de não haver sinais visíveis de violência, o estado do corpo torna impossível confirmar se houve agressão.

Durante trocas de mensagens no WhatsApp, Anderson expressou arrependimento e culpa pela morte de Karina, embora tenha negado qualquer tipo de briga entre eles. Ele afirmou que estava a caminho do local onde ela foi encontrada, mas não compareceu.

Karina e Anderson estavam juntos há cerca de dez anos e eram pais de duas crianças, de 6 e 7 anos, que agora estão sob guarda definitiva da avó materna devido a indícios de abuso sexual pelo pai. Segundo relato de vizinhos, ele agredia Karina com frequência, inclusive em público.

Familiares relataram que ambos enfrentavam problemas relacionados ao uso excessivo de drogas e álcool.

O caso foi registrado no 63º Distrito Policial (Vila Jacuí) como encontro de cadáver com morte suspeita. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para determinar a causa exata da morte e investiga o possível envolvimento de Anderson no caso, que no momento está desaparecido.

Drogas Abuso sexual sp perícia CRIANÇAS polícia civil álcool decomposição residência morte suspeita Vila Progresso Karina Tardivo guarda da avó 63º DP Anderson Amaral

Leia também