Grupo ofereceu desconto de 9,62% na contraprestação mensal e será responsável pela construção e gestão do complexo no centro da capital
Letícia Sales Publicado em 26/02/2026, às 11h35
O consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu o leilão realizado nesta quinta-feira (26) e será responsável por construir e administrar a nova sede do governo paulista na região central da capital. A disputa ocorreu na sede da B3.
O grupo apresentou a proposta com o menor valor de contraprestação, quantia paga mensalmente pelo Estado à concessionária ao longo do contrato. O teto fixado pelo governo era de R$ 76,6 milhões por mês, em uma estimativa de 25 anos, totalizando até R$ 22,9 bilhões. O consórcio vencedor ofereceu desconto de 9,62% sobre esse valor.
O projeto será executado por meio de Parceria Público-Privada (PPP). O governo estadual investirá R$ 3,4 bilhões na fase de obras, enquanto a concessionária aportará R$ 2,7 bilhões. Quando foi anunciado pela gestão do governador Tarcísio de Freitas, o custo estimado era de cerca de R$ 4 bilhões, mas alterações no projeto elevaram o orçamento.
Entre as mudanças está a ampliação do número de vagas de estacionamento, ponto que gerou questionamentos por ir na contramão do discurso de incentivo ao transporte público para os cerca de 22 mil servidores que trabalharão no complexo.
A futura concessionária ficará responsável pela operação, manutenção e gestão do espaço durante todo o período da concessão, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura, vencedor do concurso promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil - Departamento de São Paulo. A proposta prevê a construção de novos prédios no entorno da Praça Princesa Isabel, além da restauração de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do parque.
O governo defende que a iniciativa contribuirá para a revitalização do centro, com geração de empregos e aumento da circulação de pessoas. O plano, no entanto, envolve desapropriações na região, o que tem provocado críticas de moradores e comerciantes do entorno.