Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi flagrado saindo sozinho de carro do prédio onde morava; polícia já prendeu três suspeitos e um quarto morreu em confronto
Letícia Sales Publicado em 23/07/2026, às 10h27
Imagens do circuito interno de câmeras do prédio onde morava, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, mostram os últimos momentos do empresário Marcelo Magalhães de Almeida antes de seu desaparecimento, na noite do dia 16 de julho. Nas gravações, ele aparece entrando no elevador enquanto mexe no celular e, em seguida, segue até a garagem, entra em seu carro e deixa o local sozinho.
Segundo as investigações, um amigo havia marcado um encontro com Marcelo. Ao chegar ao ponto combinado, o empresário teria sido rendido por outros suspeitos, amarrado, agredido e roubado. Durante a ação, os criminosos ainda teriam transferido R$ 3,5 mil da conta da vítima via Pix. Posteriormente, Marcelo teria sido assassinado. Até agora, o corpo não foi localizado.
A polícia trabalha com a hipótese de que o empresário já vinha sendo monitorado pela quadrilha e que o crime fazia parte de um plano premeditado — o roubo do dinheiro, segundo os investigadores, teria sido apenas uma ação oportunista dentro de um homicídio já programado, motivado pelo medo de que a vítima pudesse identificar os autores.
Um veículo de luxo blindado pertencente a Marcelo foi encontrado abandonado na Rua das Andorinhas, no bairro Ariston. De acordo com o boletim de ocorrência, o carro foi deixado no local por um colega do empresário. O mesmo documento aponta que possíveis marcas de sangue foram identificadas no interior do veículo — material que agora passa por exames da Polícia Científica para identificação genética.
O homem que esteve pela última vez com Marcelo prestou depoimento à polícia e, segundo a investigação, apresentou três versões diferentes sobre o que teria ocorrido antes do desaparecimento. Entre a última sexta-feira (17/7) e o domingo (19/7), três pessoas foram presas em conexão com o caso. Um quarto suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar; com ele, os agentes apreenderam drogas e armas.
Marcelo atuava no ramo de demolição e locação de máquinas e equipamentos para construção civil.