Diário de São Paulo
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Investigação de desaparecimento em Carapicuíba

Forças de segurança mobilizam helicóptero e cães farejadores em busca de comerciante desaparecido na Grande São Paulo

Polícia Civil trabalha com hipótese de latrocínio após veículo blindado de Marcelo Magalhães ser abandonado; um suspeito já foi detido e área de mata é vasculhada

Um homem foragido foi preso durante as buscas, levantando suspeitas sobre sua conexão com o caso do empresário desaparecido - Imagem: Reprodução/TV Globo
Um homem foragido foi preso durante as buscas, levantando suspeitas sobre sua conexão com o caso do empresário desaparecido - Imagem: Reprodução/TV Globo

Letícia Sales Publicado em 20/07/2026, às 09h08


A Polícia Civil retomou, nesta segunda-feira (20), a mobilização para tentar localizar o comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. Ele desapareceu na noite da última quinta-feira (16) em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, mobilizando uma estrutura que envolve tecnologia térmica e equipes táticas rodoviárias.

A principal linha de investigação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) aponta para um desfecho trágico motivado por interesse financeiro. A suspeita das autoridades é de que Marcelo tenha sido rendido, roubado e executado após os criminosos limparem suas contas bancárias por meio de transferências eletrônicas. Até o momento, três homens foram identificados como partícipes da ação, e um deles acabou sendo capturado durante as diligências policiais.

Em nota oficial, a SSP detalhou a dinâmica que o setor de inteligência tenta reconstituir. "As investigações apontam que Marcelo Magalhães foi atraído pelos suspeitos para uma área de mata, onde teria sido morto após ter valores transferidos de sua conta bancária. O corpo ainda não foi localizado. O veículo da vítima foi encontrado abandonado e foi apreendido para perícia. As investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer completamente os fatos", disse a pasta.

Últimos passos e contradições

O desaparecimento começou a ser desenhado por volta das 20h30 de quinta-feira, quando câmeras de monitoramento do condomínio onde o comerciante mora sozinho, na Estrada da Fazendinha, registraram o momento em que ele saiu com seu utilitário blindado branco. Cerca de trinta minutos depois, Marcelo foi visto em um bar da mesma avenida consumindo bebidas alcoólicas na companhia de um homem conhecido na região pelo apelido de "Fumaça". Segundo os registros policiais, o comerciante deixou o estabelecimento sozinho em seu automóvel.

O veículo foi localizado às 22h50 do mesmo dia, abandonado na Rua das Andorinhas. Testemunhas relataram que um homem alto, magro, vestindo blusa preta com capuz azul e calça jeans clara, estacionou o carro e fugiu correndo a pé. Moradores acionaram a Polícia Militar, mas familiares e os primeiros policiais que chegaram ao local mexeram no interior do veículo antes do isolamento da Polícia Civil, o que pode comprometer a coleta de fragmentos papilares (impressões digitais). No capô e no para-brisa, parentes relataram marcas de calçados.

A fragilidade dos depoimentos de "Fumaça", a última pessoa a interagir com a vítima, aumentou as suspeitas, já que ele apresentou pelo menos três versões diferentes sobre o que teria acontecido após a saída do bar. A mãe de Marcelo informou que o filho não tinha antecedentes criminais, histórico de desavenças ou envolvimento com entorpecentes.

Varredura concentrada

As buscas começaram efetivamente no sábado (18) e estão centralizadas em uma extensa área de mata de propriedade da Sabesp, localizada na Rua Patrocínio Paulista. A força-tarefa conta com o apoio de cães farejadores do Canil do 5º BAEP e da Guarda Civil Municipal, viaturas do 33º Batalhão da PM, além de drones e do helicóptero Águia, que utiliza sensores infravermelhos para detecção de calor.

Paralelamente à varredura física, a polícia prendeu um homem que estava foragido pelo crime de roubo durante o cerco na região e agora apura se ele tem conexão direta com o sumiço do empresário. O caso segue registrado de forma dividida entre o 1º DP de Carapicuíba, responsável pela apreensão do veículo, e o 2º DP da cidade, que conduz o inquérito sobre o desaparecimento.


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