Saúde e Justiça

Bebê com paralisia cerebral segue internada após alta por falta de home care, apesar de decisão judicial

Criança de quase dois anos, em Sorocaba, depende de atendimento domiciliar 24 horas, mas convênio ainda não liberou o serviço mesmo após liminar favorável.

Bebê de Sorocaba com paralisia cerebral aguarda liberação de home care para deixar hospital após alta médica. - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 17/03/2026, às 10h41

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Uma bebê de quase dois anos diagnosticada com paralisia cerebral permanece internada em um hospital de Sorocaba (SP) mesmo após receber alta médica no dia 5 de março. Segundo a família, a criança não pode deixar a unidade porque depende de atendimento domiciliar (home care) que ainda não foi autorizado pelo convênio de saúde.

A mãe da menina, Andressa Vicente, afirma que a filha, Alice Vitória da Silva, está “presa” no hospital enquanto aguarda a liberação do serviço, considerado essencial para a continuidade do tratamento.

De acordo com o relato, a criança enfrenta um quadro clínico complexo. Além da paralisia cerebral, Alice sofre com convulsões epilépticas, refluxo constante e dificuldades motoras severas, sendo alimentada por meio de uma sonda.

Alta médica sem possibilidade de ir para casa
Após a internação para realização de exames, incluindo uma endoscopia, a equipe médica indicou alta hospitalar, condicionada à implantação de um home care 24 horas, com acompanhamento médico e de enfermagem em domicílio.

No entanto, segundo a família, o convênio não respondeu às solicitações feitas tanto pelos responsáveis quanto pelo hospital.

“Já faz dias que estamos aguardando. Queremos ir embora, mas não podemos porque ela precisa desse cuidado em casa”, relatou a mãe.

Decisão judicial não foi cumprida
Diante da demora, a família recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar determinando a liberação imediata do home care, com multa diária em caso de descumprimento.

Mesmo assim, o atendimento ainda não foi efetivamente disponibilizado até o momento.

Posicionamento do convênio
A operadora de saúde informou que acompanha o caso e que o serviço será oferecido conforme orientação médica, mas não apresentou prazo para a implementação.

Segundo a empresa, a criança está em processo de transição para um programa de cuidados domiciliares, que organizará a estrutura necessária para o atendimento.

O convênio também afirmou que o serviço seguirá critérios clínicos definidos pelos profissionais de saúde e que permanece à disposição da família.

Impacto para a família
Enquanto aguarda a liberação do atendimento domiciliar, a bebê segue internada, mesmo sem necessidade clínica de permanecer no hospital.

A situação gera apreensão na família, que cobra uma solução rápida para garantir o tratamento adequado e a volta da criança para casa.

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