Laudo descartou descarga elétrica, e polícia agora trata caso como homicídio; suspeita estava sozinha com a vítima
Letícia Sales Publicado em 29/01/2026, às 12h15
Uma amiga de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, encontrada morta no dia 16 de janeiro ao lado da piscina de uma residência em Lins, no interior de São Paulo, foi presa temporariamente nesta terça-feira (27/1) por ter mentido em depoimento à polícia. A prisão foi determinada pela Justiça após o avanço das investigações.
Na ocasião da morte, a mulher afirmou às autoridades que Beatriz teria sofrido uma descarga elétrica antes de cair na piscina. No entanto, um laudo médico concluído recentemente descartou essa hipótese, apontando inconsistências na versão apresentada.
Segundo a Polícia Civil, a amiga presa era a única pessoa que estava com a vítima no momento do suposto afogamento, o que aumentou as suspeitas e levou à reavaliação do caso.
Inicialmente registrado como morte suspeita, o episódio passou a ser investigado como homicídio. Mesmo com a prisão, os investigadores afirmam que o inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias exatas da morte de Beatriz e apurar se há envolvimento de outras pessoas.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, que aguarda a conclusão de novas perícias e oitivas para definir a dinâmica do crime e eventual responsabilização penal.