DECISÃO

Acordo no STF muda regras do uso de câmeras corporais pela PM em São Paulo

Para que o acordo entre em vigor, será necessária homologação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal

Policia MIlitar de São Paulo (PMSP) com câmeras corporais - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Paulo Pinto

William Oliveira Publicado em 08/05/2025, às 08h43

A terceira audiência de conciliação sobre a implementação de câmeras corporais por policiais militares terminou com um acordo entre a Defensoria Pública e o governo do estado de São Paulo. A sessão ocorreu na quarta-feira (7), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), e durou cerca de seis horas.

O entendimento alcançado define diretrizes e o modelo das body cams, que serão usadas nas fardas dos agentes da Polícia Militar. Entre os principais pontos acordados, destaca-se a possibilidade de ativação das câmeras de forma intencional, tanto pelos policiais em serviço quanto pela central de comando, em vez da gravação contínua durante todo o turno. Também foi decidido o aumento do número total de câmeras, de 12 mil para 15 mil unidades, e a proibição de desligamento dos equipamentos pelos agentes durante atendimentos a ocorrências.

Para que o acordo entre em vigor, será necessária homologação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

A primeira tentativa de conciliação fracassou, mas a presença da ONG Conectas e da Plataforma Justa nas negociações ampliou o debate sobre direitos humanos e segurança pública.

Os principais pontos do acordo entre a Defensoria Pública e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) incluem:

A Defensoria solicitou ao STF que o modelo atual de gravação contínua permaneça até que se comprove a eficácia dos novos dispositivos. A PGE, porém, argumenta que a gravação ininterrupta geraria custos excessivos e prejudicaria outras ações policiais.

A Defensoria refuta essa alegação, destacando as altas taxas de letalidade policial como motivo para manter controle rigoroso sobre a atividade dos agentes.

O debate sobre o modelo das câmeras corporais segue sob análise do STF, enquanto entidades da sociedade civil pedem prioridade na adoção das tecnologias para reduzir a violência policial. Por ora, as operações continuarão com o modelo anterior, de gravação contínua, até a conclusão dos testes com os novos equipamentos.

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