Tainara Santos, de 31 anos, faleceu após ser atropelada e arrastada em São Paulo
Redação Publicado em 25/12/2025, às 21h02
“Acabou o sofrimento, e agora é pedir por Justiça.” Foi com essas palavras que Lúcia Aparecida da Silva confirmou, pelas redes sociais, a morte da filha, Tainara Souza Santos, de 31 anos, nesta quarta-feira (24), em São Paulo. A jovem estava internada há 25 dias, desde que foi atropelada por um homem na Zona Norte da capital e arrastada até a Marginal Tietê. O caso passou a ser investigado como feminicídio.
Em uma publicação no Instagram, Lúcia agradeceu o apoio recebido desde o crime. “Nossa ‘guerreirinha’ Tay nos deixou. Descansou. Agradeço todas as mensagens de oração, carinho e amor. É uma dor enorme, mas agora é pedir por justiça”, escreveu.
Tainara era mãe de duas crianças, de 12 e 7 anos, e estava internada no Hospital das Clínicas. Ao longo do período de internação, passou por cirurgias de amputação, procedimentos reparadores e tratamento intensivo. A família relata que o quadro piorou após uma nova intervenção na segunda-feira (22), e ela não resistiu.
O autor do atropelamento, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, está preso desde 30 de novembro. Inicialmente, o caso foi registrado como tentativa de feminicídio. Com a morte da vítima, a tipificação deve ser atualizada pela Polícia Civil.
Segundo testemunhas, o ataque aconteceu na manhã de 29 de novembro, após uma discussão do agressor com um grupo que estava com Tainara em um bar no Parque Novo Mundo. A família afirma que os dois chegaram a sair algumas vezes, mas não mantinham relacionamento. Douglas teria perseguido a jovem e avançado com o carro contra ela. Ele foi detido após tentar fugir e resistir à prisão.
Em nota, o escritório que acompanha o caso afirmou que a morte de Tainara é consequência direta “da brutalidade praticada contra ela”, e pediu respeito à família neste momento. “Que Deus conforte o coração de todos”, diz o comunicado.
Movimentos de mulheres da região prometeram acompanhar o caso. Integrantes do grupo Mulheres de Várzea afirmaram que Tainara “não será esquecida” e pediram atenção das autoridades para casos semelhantes.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.