EUA

Ucrânia registra novos ataques aéreos russos com mortes e feridos

Presidente Trump critica Zelensky e sugere que um acordo para a paz pode estar próximo

Presidente Trump critica Zelensky e sugere que um acordo para a paz pode estar próximo - Imagem: Reprodução / X / @AZ_Brittney

Gabriela Thier Publicado em 24/04/2025, às 14h56

A Ucrânia denunciou uma nova série de ataques aéreos por parte da Rússia, com o lançamento de 70 mísseis e 145 drones em diversas localidades do país durante a madrugada. Este ataque resultou em pelo menos nove mortes confirmadas e deixou 63 pessoas feridas, das quais 42 estão sob cuidados hospitalares.

De acordo com informações divulgadas pela Força Aérea ucraniana, foram detectados e monitorados 215 alvos aéreos russos, dos quais 112 foram neutralizados pelos sistemas de defesa do país. Entre os feridos, há relatos de seis crianças, conforme informado pelas autoridades de Kiev.

O governo ucraniano qualificou o ataque como uma demonstração da persistência do Kremlin em sua invasão, caracterizando-o como um ato de agressão que reflete o suposto desejo do presidente russo, Vladimir Putin, de causar danos significativos.

"Diversos edifícios residenciais foram danificados e equipes de emergência estão em operação para resgatar pessoas sob os escombros", informou o Serviço de Emergência ucraniano através da plataforma Telegram. Os incêndios provocados pelo bombardeio em Kiev foram controlados pelos bombeiros locais.

Esse foi o primeiro ataque significativo a Kiev desde abril. Além da capital, a cidade de Kharkiv, situada no nordeste da Ucrânia, também foi alvo de mísseis, resultando em ferimentos em pelo menos duas pessoas, conforme relatado pelo prefeito Igor Terekhov.

Andriï Iermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, criticou as ofensivas que atingiram Kiev, Kharkiv e outras cidades, afirmando que esses ataques refletem unicamente a vontade letal de Putin. Ele fez um apelo para que cessem os ataques contra civis.

Em meio a esse cenário tenso, o presidente norte-americano Donald Trump direcionou críticas ao presidente Zelensky por suas declarações sobre a Península da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014. Trump também insinuou que um acordo para resolver o conflito estaria próximo.

Por sua vez, Andri Sybiga, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, interpretou os recentes ataques como uma prova clara das intenções expansionistas da Rússia, desconsiderando qualquer esforço rumo à paz. Ele repudiou as exigências territoriais impostas por Moscou como condição para um eventual acordo pacífico.

Donald Trump GUERRA Bombardeio Rússia Ucrânia

Leia também