Após período de isenção, produtos importados passarão a pagar tarifas de 100% em 2028 e de 200% a partir de 2029
Julio Cezar Souza Publicado em 22/07/2026, às 09h34
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21) uma mudança na política tarifária para medicamentos genéricos importados. A partir de 1º de agosto, esses produtos terão tarifa de importação zerada durante um período de dois anos. Após esse prazo, as alíquotas passarão para 100% em 2028 e subirão para 200% em 2029.
Segundo Trump, a medida busca incentivar empresas farmacêuticas a transferirem a produção de medicamentos genéricos para os Estados Unidos.
De acordo com o presidente, as tarifas elevadas funcionarão como uma forma de pressionar fabricantes que optarem por manter a produção no exterior em vez de investir em instalações e equipamentos no território norte-americano.
"O objetivo desta política é proteger a população dos Estados Unidos", afirmou Trump em publicação nas redes sociais.
O presidente informou ainda que a política aplicada aos medicamentos patenteados, de marca ou inovadores, permanecerá inalterada.
Nova etapa da política tarifária
O anúncio ocorre em meio à ampliação da política comercial adotada pelo governo norte-americano.
Na segunda-feira (20), Trump confirmou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. Segundo a Casa Branca, a medida foi adotada em resposta ao que classificou como práticas discriminatórias do governo canadense contra exportações dos Estados Unidos.
Já nesta quarta-feira (22), entram em vigor as novas tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado americano. O governo brasileiro estima que a medida afetará aproximadamente 18% das exportações nacionais destinadas aos Estados Unidos.
As tarifas contra o Brasil foram anunciadas após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que avaliou práticas comerciais brasileiras.
Além disso, o governo norte-americano deve anunciar, nos próximos dias, novas tarifas envolvendo cerca de 60 países, com base em uma investigação relacionada ao uso de trabalho forçado. O Brasil também integra essa apuração.