Presidente dos EUA chama pontífice de “fraco” e critica posicionamentos sobre segurança e política externa; Vaticano evita confronto e reforça mensagem de paz
Redação Publicado em 13/04/2026, às 09h52
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o líder da Igreja Católica, Papa Leão XIV, ao classificá-lo como “fraco” no combate ao crime e “péssimo” em política externa. As declarações foram feitas em publicação nas redes sociais e ampliaram a tensão entre a Casa Branca e o Vaticano.
No ataque, Trump questionou posicionamentos atribuídos ao pontífice sobre temas sensíveis, como conflitos internacionais e segurança global, além de afirmar que a postura do papa prejudicaria a imagem da Igreja Católica. O presidente também insinuou que Leão XIV teria sido escolhido por razões políticas, em função de sua nacionalidade.
As críticas ocorreram no mesmo dia em que o pontífice voltou a defender o cessar-fogo em regiões de conflito no Oriente Médio e reforçou a necessidade de proteger civis em zonas de guerra — uma linha diplomática que tem marcado sua atuação desde o início do pontificado.
Diante das declarações, o Vaticano adotou tom cauteloso. Durante viagem oficial, Leão XIV evitou confronto direto com o presidente norte-americano. “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em debate”, afirmou o papa, reiterando que sua missão é promover a paz e o diálogo entre nações.
O episódio marca mais um capítulo de tensão entre lideranças políticas e religiosas em um cenário global já marcado por disputas geopolíticas, guerras regionais e debates sobre o papel das instituições internacionais.
Analistas avaliam que a fala de Trump dialoga diretamente com sua base política, ao reforçar um discurso mais duro sobre segurança e soberania nacional, enquanto o Vaticano mantém uma linha tradicional de defesa do diálogo, da diplomacia e da mediação de conflitos.
A troca de declarações também ocorre em um momento de forte polarização internacional, em que líderes políticos têm ampliado críticas a instituições tradicionais, incluindo organizações religiosas, em meio a disputas ideológicas e estratégicas.