Tremor com epicentro na Península de Kamchatka gerou alerta em países como Japão, EUA e Chile; danos materiais foram registrados, mas não há vítimas
Lívia Gennari Publicado em 30/07/2025, às 10h20 - Atualizado às 17h26
Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região costeira da Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, na manhã desta quarta-feira (30), às 00h no horário local (meia-noite em Brasília). O tremor, um dos mais intensos registrados globalmente nos últimos anos, teve epicentro no mar, a cerca de 320 quilômetros da costa russa e a uma profundidade de 36 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O abalo sísmico é considerado o mais forte desde o terremoto de Tōhoku, que devastou o nordeste do Japão em 2011 e desencadeou o acidente nuclear de Fukushima. Ele ocorreu na chamada região do "Círculo de Fogo do Pacífico", uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica, responsável por cerca de 90% dos terremotos registrados no planeta.
Apesar da magnitude, até o momento, não há registro oficial de mortos ou feridos. Ondas de até 4 metros atingiram áreas desabitadas da costa russa, mas pelo menos 12 cidades na Península de Kamchatka relataram danos estruturais e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Alerta de tsunami leva à evacuação de regiões costeiras
O terremoto desencadeou uma série de alertas de tsunami em países banhados pelo Oceano Pacífico. Japão, Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Peru, Equador e nações da América Central adotaram medidas preventivas, como evacuação de áreas litorâneas. No Japão, quase dois milhões de pessoas foram orientadas a deixar regiões costeiras, especialmente no norte do país. As autoridades japonesas reforçaram os avisos para que moradores evitem o contato com o mar e busquem locais elevados.
No Havaí, ondas de até 1,7 metros foram registradas, o que levou ao fechamento de praias. No entanto, segundo o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, o risco de um grande tsunami foi descartado horas depois. Na Califórnia e no Alasca, o monitoramento continua em vigor, com restrições aplicadas em regiões litorâneas.
No Chile, o governo iniciou a evacuação de cidades costeiras ainda pela manhã. A Ilha de Páscoa foi apontada como o primeiro território nacional a ser afetado pelas ondas, mas o alerta abrange quase toda a costa do país voltada para o Pacífico.
Especialistas continuam monitorando o deslocamento das ondas e alertam para o risco de correntes marítimas anormais e maré alta nas próximas 24 horas. As autoridades costeiras recomendam que a população evite áreas de risco até que a situação seja considerada segura.