Dados do CDC mostram que o sarampo se espalhou por 22 estados, com um aumento alarmante em uma única semana
Gabriela Thier Publicado em 07/04/2025, às 17h02
O surto de sarampo que atinge os Estados Unidos tem gerado preocupações significativas, especialmente após a morte de uma criança de oito anos, identificada apenas como Daisy, no estado do Texas. A menina, que não estava vacinada e não apresentava comorbidades conhecidas, faleceu em decorrência de complicações associadas à doença, levando a uma falência pulmonar.
Este evento trágico ressalta a gravidade da situação no Texas, onde já foram confirmados quase 500 casos da doença desde o final de janeiro. O surto teve seu início no condado de Gaines, região que apresenta uma taxa alarmantemente baixa de vacinação infantil, estimada em apenas 82%, muito aquém do índice nacional considerado ideal, que é de 95%, necessário para garantir a proteção coletiva.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revelam que o sarampo se disseminou por 22 estados, resultando em um aumento alarmante de 124 novos casos em uma única semana, totalizando 642 casos registrados em todo o território americano. Diante desse cenário crítico, o presidente Donald Trump manifestou que o governo federal está preparado para implementar medidas rigorosas caso a propagação da doença não seja contida.
Em resposta à crise, equipes do CDC foram enviadas ao Texas com caráter emergencial, atendendo a um pedido do governador Greg Abbott. Durante sua visita à família da criança falecida, o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert Kennedy Jr., sublinhou a importância da vacina tríplice viral, que oferece 97% de proteção quando administrada em duas doses.
A gravidade da situação também despertou a atenção do senador republicano Bill Cassidy, presidente do comitê de saúde do Senado. Cassidy ressaltou a urgência da vacinação como medida preventiva para evitar novas fatalidades. Uma audiência agendada para 10 de abril com Robert Kennedy Jr. foi adiada devido a questões regimentais. O comitê pretende investigar os impactos dos cortes orçamentários no departamento de saúde, que estão previstos para resultar em uma nova onda de demissões, afetando profissionais do CDC e da FDA.
Esses acontecimentos evidenciam os riscos associados à hesitação em vacinar e as autoridades continuam monitorando o surto atentamente na esperança de conter sua progressão.