Tensão social

Sindicatos da Argentina anunciam greve geral contra reforma trabalhista de Javier Milei

Projeto aprovado no Senado flexibiliza contratos e altera regras de jornada e férias; paralisação de 24 horas será convocada quando a Câmara iniciar o debate.

Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra a reforma trabalhista em Buenos Aires. - Imagem: Juan Pablo Pino/EFE

Redação Publicado em 16/02/2026, às 13h51

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A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) uma greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

A paralisação será iniciada assim que a Câmara dos Deputados da Argentina começar a debater o projeto, o que deve ocorrer antes do fim de fevereiro. Segundo a CGT, não estão previstos atos ou marchas: a estratégia será a interrupção das atividades em todo o país.

A decisão eleva a tensão entre o governo e os sindicatos, historicamente influentes na política argentina e tradicionalmente alinhados a setores do peronismo.

O que muda na reforma
O texto foi aprovado pelo Senado da Argentina na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a 30, e agora segue para análise dos deputados.

A proposta flexibiliza modalidades de contratação, altera regras de férias e jornada de trabalho e modifica parâmetros de negociação coletiva. Também revisa pontos da legislação trabalhista que, em grande parte, remontam à década de 1970.

O governo espera que o projeto seja votado no plenário no dia 25 de fevereiro e aprovado até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Confrontos e clima de polarização
A tramitação da reforma já foi marcada por protestos. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários ao projeto entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires.

Sindicatos e partidos de oposição afirmam que as mudanças fragilizam direitos históricos dos trabalhadores. Já o governo sustenta que a reforma é parte de um pacote mais amplo de ajustes estruturais para estabilizar a economia, incentivar investimentos e ampliar a geração de empregos.

O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas é considerado uma das mudanças mais profundas nas relações de trabalho argentinas nas últimas décadas.

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