Ataques em Moscou resultam em fechamento de aeroportos antes da chegada do líder chinês
Gabriela Thier Publicado em 07/05/2025, às 14h55
Nesta quarta-feira (7), a capital russa, Moscou, enfrentou novos ataques aéreos por parte de drones ucranianos, marcando o terceiro dia consecutivo de hostilidades. O incidente resultou no fechamento temporário da maioria dos aeroportos da cidade, em um momento que antecede a chegada do presidente chinês, Xi Jinping, para uma visita altamente antecipada e repleta de significados políticos.
Xi Jinping, cuja nação é o maior comprador de petróleo e gás russo, tem desempenhado um papel fundamental em apoiar a economia da Rússia diante das sanções ocidentais impostas em resposta ao conflito na Ucrânia. A expectativa é que o líder chinês desembarque em Moscou na noite desta quarta-feira, conforme o horário local.
Durante uma coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre os recentes ataques aéreos que envolvem as capitais russa e ucraniana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China optou por não comentar especificamente sobre a visita de Xi. Ele ressaltou, no entanto, que a "prioridade máxima" é evitar uma escalada nas tensões entre os dois países.
Em resposta aos ataques ucranianos, o Kremlin denunciou as ações de Kiev como "atos de terrorismo", afirmando que suas forças armadas e serviços de inteligência estão empenhados em assegurar a segurança das celebrações do 80º aniversário da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista.
Xi Jinping se destaca como o líder mais influente entre os convidados para um desfile militar programado na icônica Praça Vermelha, agendado para sexta-feira, 9 de maio. Sua presença representa um suporte diplomático significativo para o presidente russo Vladimir Putin, que busca demonstrar que sua nação permanece conectada à comunidade internacional.
O Kremlin tem enfatizado a participação de Xi e outros 28 líderes mundiais como uma evidência do crescente prestígio global da Rússia. Entre os líderes convidados para o evento está o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia fez um apelo na terça-feira (6), instando as nações a se absterem de enviar suas tropas para participar do desfile do dia 9. A declaração sugere que tal participação poderia comprometer a neutralidade proclamada por algumas nações no contexto do conflito. A preocupação parece ser direcionada à China, cujas forças são esperadas para marchar na Praça Vermelha.
Ainda nesta quarta-feira, autoridades ucranianas relataram um ataque aéreo russo em Kiev que resultou na morte de uma mãe e seu filho. A Rússia defende que seus ataques são direcionados exclusivamente a alvos militares.