Guerra

Macron anuncia apoio de 26 nações à segurança da Ucrânia em cúpula em Paris

O presidente francês destacou que o apoio dos EUA às garantias de segurança será definido em breve

O presidente francês destacou que o apoio dos EUA às garantias de segurança será definido em breve - Imagem: Reprodução / X / @Pediavenir

Gabriela Thier Publicado em 04/09/2025, às 16h29

Em um importante encontro realizado em Paris, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (4) que um total de 26 nações se comprometeram a garantir a segurança da Ucrânia. Este compromisso foi discutido durante uma cúpula que contou com a presença do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e visa estabelecer um suporte robusto para Kiev no cenário pós-guerra com a Rússia.

A reunião teve como foco as garantias de segurança que seriam oferecidas à Ucrânia na eventualidade de um cessar-fogo ou um acordo de paz. Durante as discussões, os líderes europeus também mantiveram uma videoconferência com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Vinte e seis países se comprometeram a mobilizar tropas na Ucrânia ou a estar presentes por terra, mar ou ar para assegurar a proteção do território ucraniano no dia seguinte ao cessar-fogo ou à paz", declarou Macron.

O presidente francês ainda ressaltou que o apoio dos Estados Unidos às garantias de segurança deve ser finalizado nos próximos dias, reiterando que a posição americana sobre o assunto foi "muito clara". Além disso, Macron indicou que novas sanções contra Moscou seriam implementadas em colaboração com os Estados Unidos, caso o governo russo continue a rejeitar propostas de paz.

Representando os EUA nas conversas, Steve Witkoff, enviado especial de Trump, também se reuniu separadamente com Zelensky. Em um contexto marcado pela imprevisibilidade de Trump e pela postura rígida do presidente russo, cujas forças armadas têm avançado na Ucrânia, os aliados da Ucrânia buscam reafirmar seu comprometimento em apoiar Kiev frente a possíveis negociações entre Washington e Moscou para encerrar o conflito que se arrasta desde a invasão russa há três anos e meio.

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