Equador

Eleitores do Equador escolhem novo presidente em meio a apagões e alta criminalidade

Daniel Noboa, filho de empresário influente, tenta reeleição após redução de homicídios, mas enfrenta altos índices de violência

Com a escalada da violência e crise energética, o Equador se prepara para um pleito eleitoral decisivo neste domingo - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @AFPnews

Marina Milani Publicado em 09/02/2025, às 11h00

Neste domingo (9), o Equador irá às urnas para as eleições presidenciais e legislativas, um evento crucial para o futuro do país. O candidato que se destaca nas pesquisas é Daniel Noboa, que busca a reeleição em um contexto adverso, enfrentando a concorrência de Luisa González, representante da ala esquerda.

Atualmente, o Equador enfrenta uma grave crise de violência, com taxas de homicídios que aumentaram cinco vezes nos últimos três anos. Além disso, o país lida com uma crise energética sem precedentes, resultando em frequentes apagões que têm afetado severamente a população.

Conforme informações divulgadas pela Câmara de Comércio de Quito, entre setembro e outubro deste ano, a economia equatoriana sofreu uma queda significativa de US$ 18 milhões devido aos apagões, além da eliminação de mais de 263 mil empregos. Noboa, que é filho de um dos empresários mais influentes do Equador, governou com uma postura de centro-direita e implementou políticas rigorosas no combate à criminalidade. Embora tenha registrado uma redução de 16% nos homicídios em 2023, os índices de violência em janeiro de 2024 atingiram os níveis mais altos desde 2014.

O Equador também se tornou um ponto estratégico no tráfico internacional de cocaína, servindo como uma importante rota para o envio de drogas da Colômbia e do Peru para a Europa e América Central. Essa realidade tem impulsionado muitos equatorianos a buscarem refúgio nos Estados Unidos em busca de segurança e melhores oportunidades.

As eleições presidenciais deste domingo ocorrem em um cenário marcado por instabilidade política e social. O país já passou por três pleitos eleitorais nos últimos quatro anos: o primeiro ocorreu em fevereiro e abril de 2021, resultando na vitória de Guillermo Lasso; o segundo foi realizado em agosto e outubro de 2023, onde Daniel Noboa saiu vitorioso; e agora, esta nova eleição apresenta Noboa e Luisa González como os principais candidatos.

A atual situação política do Equador é complexa e reflete a insatisfação popular em relação à segurança pública e à economia nacional. Com essas eleições, o destino do país poderá ser redefinido em meio a desafios significativos.

eleições presidenciais Equador Luisa González Guillermo Lasso Daniel Noboa

Leia também