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Conflito à vista? Maduro ativa milícias armadas em resposta aos EUA

Presidente da Venezuela anuncia plano de segurança com 4,5 milhões de soldados em resposta a ameaças dos Estados Unidos

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 19/08/2025, às 11h15

Na última segunda-feira (18), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou planos para mobilizar 4,5 milhões de soldados da milícia, em resposta ao que considera uma “ameaça” proveniente dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu durante uma reunião com governadores e prefeitos do Grande Polo Patriótico Simón Bolívar.

“Vou ativar o plano especial de segurança, com as milícias territoriais, 4.500.000 soldados, em todo o território, milícias especiais e forças armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa, para a classe operária. Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, afirmou Maduro.

O pronunciamento acontece em meio à movimentação de navios de guerra americanos na costa venezuelana, parte de uma operação contra o narcotráfico. Segundo a Reuters, cerca de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais estão sendo mobilizados pelo governo Trump na região sul do Caribe.

No início de agosto, o Departamento de Justiça dos EUA aumentou a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões). As autoridades americanas acusam o presidente venezuelano de ser um dos principais narcotraficantes globais e de representar uma ameaça à segurança dos EUA.

A procuradora-geral Pam Bondi declarou que Maduro utiliza organizações criminosas internacionais, como El Tren de Aragua e o Cártel de Sinaloa, para introduzir drogas e violência nos Estados Unidos, afirmando que “sob a liderança do presidente Trump, Maduro não conseguirá escapar da justiça e será responsabilizado por seus crimes.”

Até o momento, Maduro não comentou diretamente sobre as acusações americanas. Já o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, criticou as declarações do Departamento de Justiça dos EUA, classificando-as como “tolas” e ilegais, comparando a ação a um faroeste típico de Hollywood.

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