Laudo forense revela que Juliana sofreu lesões internas fatais após queda de mais de 300 metros durante trilha
William Oliveira Publicado em 27/06/2025, às 10h24
Após dias de incerteza e dor, as autoridades da Indonésia confirmaram nesta sexta-feira (27) a causa da morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que faleceu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok.
De acordo com o laudo forense, a jovem sofreu um trauma contundente, que provocou graves lesões internas e hemorragia. O especialista Ida Bagus Alit, responsável pela análise do corpo, detalhou os achados em coletiva de imprensa. Juliana apresentava escoriações e arranhões por diversas partes do corpo, além de fraturas severas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas resultaram em danos internos fatais, com hemorragia em órgãos vitais.
Ainda segundo o perito, a morte ocorreu cerca de 20 minutos após a queda, e não há evidências de que o atraso no socorro tenha influenciado no óbito. Além disso, não foram encontrados sinais de hipotermia, o que sugere que o frio extremo não contribuiu diretamente para a morte.
A tragédia na montanha
Juliana era natural de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, e estava em viagem solo pela Ásia desde fevereiro. Já havia passado por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã antes de chegar à Indonésia, onde decidiu realizar uma trilha de três dias e duas noites no Monte Rinjani, acompanhada por um guia local e outros cinco turistas.
No segundo dia da expedição, Juliana se afastou momentaneamente do grupo para descansar, após sugestão do guia. Quando ela demorou a retornar, o guia começou a procurá-la e a encontrou após a queda — mais de 300 metros abaixo da trilha. O corpo só foi localizado com auxílio de um drone utilizado por outros turistas.
A família foi notificada logo após a descoberta. Amigos e parentes mobilizaram redes sociais e autoridades brasileiras em busca de informações, acompanhando com angústia o desenrolar do caso.