Depois de pedir oração contra homossexualidade na Câmara, pastor vira secretário adjunto
Jair Viana Publicado em 21/01/2025, às 10h54
O prefeito de Nova Odessa, interior de São Paulo, Leitinho Schooder (PSD), está envolvido em uma controvérsia após promover o pastor Moisés Lima, que recentemente fez declarações homofóbicas no gabinete. Durante uma reunião, Lima, então chefe de gabinete, pediu que os presentes orassem pelo Legislativo, mencionando de forma pejorativa que o diretor-geral da Câmara, Lucas Camargo, “é gay”.
“PREMIADO”
Apesar da repercussão negativa, Moisés Lima foi promovido a secretário adjunto de governo pelo prefeito Leitinho, gerando indignação entre os munícipes e líderes locais.
REAÇÕES
A fala preconceituosa de Lima causou espanto e reprovação imediata. Muitos dos presentes ficaram chocados com o teor discriminatório das declarações.
REPÚDIO
Na Câmara de Nova Odessa, o vereador Paulo Porto protocolou uma moção de repúdio às declarações de Moisés Lima. O documento, apresentado na segunda-feira (20), destaca que homofobia é crime inafiançável e imprescritível, equiparado ao racismo.
Paulo Porto, que se identifica como o primeiro vereador abertamente homossexual da atual legislatura, declarou: “Tenho o dever de defender aqueles que depositaram em mim seu voto e confiança”, ressaltando seu compromisso com a comunidade LGBTQIA+.
OFENDIDO
Lucas Camargo, diretamente afetado pelas declarações homofóbicas, preferiu não comentar o caso, limitando-se a afirmar que seu advogado está tomando as medidas legais cabíveis.
OUTRO LADO
A reportagem tentou contato com o prefeito Leitinho Schooder, mas não obteve resposta. Em nota à imprensa local, o prefeito afirmou repudiar qualquer forma de preconceito e que Moisés Lima deverá se retratar com Lucas Camargo.
O pastor Moisés Lima afirmou à imprensa de Nova Odessa que tentou contato com Camargo para uma retratação, mas não conseguiu encontrá-lo. Camargo, no entanto, rejeitou qualquer encontro particular, afirmando que a questão será tratada judicialmente: “Ele cometeu um crime em público, e não há motivo para tratá-lo de forma privada.”