Despesas de quase R$ 200 mihoes foram escondidas pela gestão anterior
Jair Viana Publicado em 19/04/2025, às 18h17
A atual diretoria do Corinthians imprime rigor na gestão financeira do clube, equilibrando contas complexas e apostando na transparência. O balanço de 2024, entregue ao Conselho Deliberativo e ao CORI, revela uma receita recorde de R$ 1,115 bilhão, crescimento de 19% em relação a 2023 — até então o maior valor da história. O número, porém, não esconde uma herança de R$ 191 milhões em despesas não declaradas pela gestão anterior que foram assumidas e incluídas no balanço em uma decisão do financeiro do clube.
Apesar dos custos extras, como os R$ 349 milhões em juros de financiamentos junto à Caixa e bloqueios judiciais, o clube celebra um resultado operacional positivo de R$ 293 milhões, conquistado sem abrir mão da austeridade. O Corinthians se tornou o único time paulista a não investir em contratações no período, optando por uma estratégia que uniu controle orçamentário e eficiência esportiva — coroada com o título do Campeonato Paulista.
A atual gestão também lidou com a complexidade de recursos como os R$ 150 milhões recebidos da Liga Forte União (LFU), tratados como empréstimo sem juros, mas registrados como dívida no balanço. Mesmo sob pressão por resultados imediatos, a diretoria manteve o foco em reduzir riscos e evitar "loucuras financeiras", como definiram internamente. O cenário reflete uma linha de gestão que prioriza a sustentabilidade em detrimento de soluções paliativas, buscando pavimentar um futuro menos dependente de endividamento. Enquanto os números confirmam a disciplina fiscal, a equipe em campo provou que é possível vencer sem perder o equilíbrio — um símbolo do projeto que busca reconciliar as contas e a paixão alvinegra.