De Olho na Cidade

O primeiro a subir o tom, Enel na berlinda e meus pitacos sobre a Copa do Mundo

Por Fábio Behrend

Renan Santos, Caiado e Zema - Foto: Reprodução

Fábio Behrend Publicado em 17/07/2026, às 08h01

Saiu na frente

Escancarando a miséria, abusando de adjetivos ao criticar Lula e Flávio, ou defendendo pena de morte e prisão perpétua, Renan Santos foi o primeiro a “subir o tom” da campanha, pra dizer o mínimo.

Saiu na frente de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que certamente farão o mesmo em relação aos temas que Renan explorou essa semana: violência, miséria, comportamento jovem e assistencialismo.

Mas não se enganem...

Mais do que subir nas pesquisas, se isolar como 3º colocado ou mesmo chegar ao segundo turno, Renan Santos busca mesmo eleger o maior número possível de deputados, no maior número possível de estados, para consolidar o Missão.

E vai buscar os votos de quem puder para isso, mesmo flertando com sensacionalismo, preconceitos e outras questões potencialmente perigosas eleitoralmente.

Defesa fraca

A ANEEL recusou os argumentos de defesa da Enel e deu 10 dias para que a empresa forneça as alegações finais no processo que pode resultar no fim do contrato da distribuidora na grande São Paulo.

Segundo uma fonte da ANEEL que pediu anonimato, “é quase certo que a caducidade do contrato seja decretada”.

Pra piorar...

Na terça-feira, um dia depois da empresa tomar ciência da decisão da agência, só pra variar, a Enel protagonizou mais um apagão em São Paulo.

Mais de 2.800 imóveis ficaram sem luz nos distritos da Sé, Braz, República e Consolação.

Considerada a pior concessionária de serviços essenciais do Brasil por muita gente, ao que parece, a Enel pode estar mesmo com os dias contados em São Paulo, como sempre defendeu o prefeito Ricardo Nunes.

Novos donos?

A concorrência já está de olho. Equatorial Energia, Neoenergia e CPFL, da chinesa State Grid, já analisam a operação de olho na oportunidade de arrematar o contrato.

Só que a Enel não pretende se desfazer da “mina de ouro” e, ao contrário do que aconteceu em Goiás, onde a empresa vendeu a operação para a Equatorial em 2022 depois da pressão do governador Ronaldo Caiado, aqui a judicialização da questão é dada como certa por quem entende do mercado.

Um pouco de paz

Quem “comemora” a situação da Enel é a Sabesp, que deixou, pelo menos até a próxima falha, as manchetes negativas de lado, depois de ocupar o noticiário por 3 meses seguidos. Primeiro foi a explosão no Jaguaré, em maio. Em junho, um mega vazamento de gás causado por uma obra da empresa na República. E essa semana, uma cratera aberta em Osasco por uma obra na empresa interditou 3 casas.

Recordes sequenciais

Desde que foi privatizada, a Sabesp virou recordista de reclamações no Procon, que quadruplicaram, e no Reclame Aqui, com quase 20 mil registros e o lamentável tempo médio de resposta de 47 dias e 19 horas. Assim como a Enel, a empresa é “não recomendada” para o consumidor pelo portal.

Argentina

Fico só imaginando se nossa seleção tivesse uns 4 ou 5 jogadores que colocam a alma em campo, com determinação implacável, como todos os jogadores argentinos... Imagino também o que teria sido do Neymar sem a lesão na coluna em 2014, talvez o ponto de inflexão que acabou impedindo um talento fantástico de se transformar em lenda. Neymar poderia ter sido o nosso Messi. Estou com inveja da Argentina.

Por outro lado...

O comportamento de parte da torcida argentina, com episódios recorrentes de racismo e violência, me embrulha o estômago. Os espanhóis, também recorrentes em casos de racismo, têm se esforçado para manter a civilidade, ponto pra eles.

Dentro e fora de campo

Se fora dos estádios a Copa foi marcada pelas interferências políticas de Trump, dentro de campo foram jogos incríveis, craques brilhando e emoção de sobra. Fora a novidade das partidas disputadas em 4 quartos, como no basquete, com direito a instruções táticas enquanto os atletas se hidratam. Genial e espero que continue. Vou torcer para a Espanha, mas acho que dá Argentina. 3 x 2.

Pra fechar

Pela longevidade, pelo poder de decidir, pelos prêmios e conquistas, Lionel Messi foi o maior jogador que vi jogar. Mas o melhor e mais brilhante que pude assistir foi Ronaldinho Gaúcho. Melhor até do que Maradona, o quarto maior de todos os tempos. Pelé não se discute.

Contato: deolhonacidade@spdiario.com.br

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