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Exclusivo: o maior ladrão de livros raros do Brasil volta a atacar em SP

Exclusivo: o maior ladrão de livros raros do Brasil volta a atacar em SP - Imagem: Reprodução

Fábio Behrend Publicado em 13/03/2026, às 09h47

Foi por pouco...

Foi na sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no último dia 27 de fevereiro, que Laéssio Rodrigues de Oliveira tentou voltar a atividade que o deixou famoso no início dos anos 2000 e rendeu-lhe pelo menos 3 temporadas na prisão: o furto e roubo de livros raros e ilustrações valiosas. No histórico dele, roubos que podem ter rendido até 300 mil dólares em leilões e, claro, no mercado clandestino.

Reconhecido

Presidente do IHGSP, João Tomas do Amaral conta que Laéssio se identificou como pesquisador capixaba, estava acompanhado de duas pessoas, é articulado, culto e muito simpático. “Chamou a atenção que ele estava de máscara, dizendo que estava com a saúde fragilizada. Num determinado momento, lembrei da história do maior ladrão de livros e enquanto mostrava as dependências do instituto, procurei no celular. Quando vi a foto, reconheci imediatamente”, afirma Amaral.

Esperto e debochado

João Amaral tentou distrair o ladrão e desceu alguns andares para acionar os seguranças do IHGSP. Segundo ele, “Laéssio percebeu a movimentação, desceu por outro elevador e saiu rapidamente do prédio antes que pudéssemos fazer alguma coisa. Ele assinou dois livros de visitas. No primeiro, colocou o nome completo e no segundo, um nome qualquer. É um cara de pau”.

A história do ladrão fã de Carmem Miranda

O presidente do IHGSP acionou a polícia, que investiga o caso. Ainda não há relação confirmada entre Laéssio e os ladrões que roubaram a biblioteca Mario de Andrade em dezembro, onde o ladrão foi estagiário quando cursava biblioteconomia, no início dos anos 2000. O último advogado a defender Laéssio, José Carlos Abissamra Filho, afirmou que não tem mais contato com ele. A história de Laéssio poderia até render um livro – e já foi contada com riqueza de detalhes em extensa reportagem da BBC, assinada pelo jornalista Carlos Juliano Barros. Porém, basta uma pesquisa no Google sobre Laéssio que é possível encontrar o link para o texto do Carlos Juliano. Vale a leitura.

Passou o trator

De nada adiantaram os protestos de guincheiros, donos de pátios e leiloeiros. O Governo do Estado publicou o edital de concessão do sistema de veículos apreendidos e todos os receios do setor, que tem 40 mil trabalhadores, se concretizaram. Redução do número de pátios, aumento de tarifas e outorgas milionárias para participar da licitação, segundo as entidades do setor, permitem que apenas grandes grupos econômicos possam concorrer. “Vamos a justiça, Tarcísio passou o trator e quer acabar com nosso setor”, afirma Fábio Gregório, da Apagesp. Voltaremos ao assunto nas próximas semanas.

Anti Red Pill

O Instituto Conhecimento para Todos (IK4T), em parceria com o Ministério das Mulheres, começou ontem em Osasco uma série de 30 eventos na grande São Paulo destinados ao empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade. São cursos e oficinas voltados à liberdade econômica, segurança, empreendedorismo e superação. É o tipo de ação sempre bem-vinda, ainda mais nos tempos medievais que estamos vivendo.

São Paulo viva, Viva o Centro...

... será o tema do debate entre Henrique Meirelles, presidente de honra e vitalício da Associação Viva o Centro e Edison Farah, presidente no período 2024- 2028, na próxima quarta-feira, em reunião do Conselho de Política Urbana da Associação Comercial de São Paulo. Na pauta, as mudanças, virtudes e problemas do centro da cidade. O auditório já está lotado, mas haverá transmissão pelo aplicativo Zoom. Informações via email: apoioaosconselhos@acsp.com.br

Pedalada Pelada

Pelados e pedalas vão pedalar para chamar a atenção sobre a vulnerabilidade e insegurança de quem usa meios de transporte não motorizados em São Paulo. A concentração acontece no sábado à noite, a partir das 20h, na Praça dos Arcos, em Higienópolis, entre o final da Angélica e a Minas Gerais, pertinho da Paulista. É de graça e ir pelado, seminu ou vestido é opcional. Fica a dica: quem for ao evento para fazer graça, desrespeitar ou assediar alguém será reprimido pelos peladões, sem violência.

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