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PGR leva disputa contra sites de apostas ao STF

Gonet sustenta que as leis vigentes violam diversos direitos fundamentais

Gonet sustenta que as leis vigentes violam diversos direitos fundamentais - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 12/11/2024, às 14h50

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contestando a legalidade das normativas que possibilitam a exploração e divulgação de apostas virtuais vinculadas a eventos esportivos, comumente conhecidas como sports bets. A ação questiona também as portarias do Ministério da Fazenda que regulamentam as apostas de quota fixa, modalidade em que os ganhos potenciais do apostador são pré-determinados no ato da aposta.

Na petição encaminhada ao STF, Gonet sustenta que as leis vigentes violam diversos direitos fundamentais, incluindo os relacionados à saúde, alimentação, proteção ao consumidor, e direitos de grupos vulneráveis como crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Ademais, o procurador argumenta que tais normas conflitam com princípios econômicos nacionais e com a obrigação estatal de salvaguardar a unidade familiar.

Gonet ainda critica a ausência de restrições constitucionais adequadas para a publicidade de produtos potencialmente nocivos à saúde pública. Ele ressalta que a Lei n° 13.756/2018 introduziu o conceito dessas apostas sem estabelecer um arcabouço regulatório específico para sua operação no ambiente virtual. Isso cria desafios significativos para a fiscalização e tributação das atividades, uma vez que muitos operadores estão localizados fora do Brasil, escapando assim ao alcance das legislações nacionais.

A Lei n° 14.790/2023 foi promulgada com o intuito de mitigar os impactos sociais adversos gerados por este mercado emergente. Contudo, na avaliação de Gonet, as medidas implementadas até o momento não são suficientemente robustas para enfrentar os desafios impostos por essas atividades. Diante disso, ele solicitou uma medida cautelar para suspender certas disposições legais, visando restringir ou proibir as operações das apostas virtuais no país.

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