Clube trata a vaga como garantida e afirma ter medidas avançadas para disputar sua primeira competição internacional em 2026
Jorge Simonsen Publicado em 28/11/2025, às 16h07
A caminho de confirmar a vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2026, o Mirassol trabalha com a convicção de que estará no principal torneio continental no próximo ano. Mesmo ainda com três rodadas por disputar no Brasileirão, o clube já se movimenta nos bastidores para cumprir todas as exigências da Conmebol, e garante que nenhuma delas coloca em risco sua participação.
As adaptações necessárias já estão em curso. O Maião, casa do Mirassol, passou por reformas recentes e foi preparado para receber partidas da fase de grupos. Além disso, o clube iniciou o planejamento para formar um time feminino a partir de 2026, em cumprimento às normas impostas pela entidade sul-americana.
Uma das obrigações mais criteriosas, a exigência de um aeroporto internacional em um raio de 150 quilômetros do estádio, também está encaminhada. O aeroporto de São José do Rio Preto, a poucos minutos da cidade, já iniciou o processo de internacionalização em alinhamento com a possível participação do Mirassol na Libertadores.
Com capacidade para cerca de 15 mil torcedores, o Maião atende plenamente as exigências da Conmebol para a fase preliminar e para a fase de grupos, que pedem estádios de 7,5 mil e 10 mil lugares, respectivamente.
Para fases mais avançadas, como oitavas e quartas de final, o mínimo sobe para 20 mil. Em uma eventual semifinal, a exigência passa a 30 mil. Nesses cenários, o regulamento permite mandar partidas em outro estádio, prática já adotada por outros clubes brasileiros em edições anteriores da Libertadores.
Antes do início do Brasileirão, o Mirassol investiu R$ 8 milhões em melhorias no estádio, incluindo nova fachada, iluminação e substituição dos alambrados por vidro, reforçando o plano de manter os jogos em casa sempre que possível.
Desde 2019, a Conmebol exige que clubes inscritos na Libertadores e na Sul-Americana mantenham um time feminino principal e ao menos uma categoria de base em atividade. O Mirassol já se adiantou: o projeto para a criação da equipe feminina está em andamento para o ano que vem.
O clube avalia montar um time próprio desde as divisões de acesso ou firmar parceria com equipes da região. Um dos interessados é o Realidade Jovem, de São José do Rio Preto, que disputa a elite estadual, a Série A3 do Brasileiro e a Copa do Brasil feminina.
A exigência mais delicada, tradicionalmente, é a proximidade de um aeroporto internacional capaz de receber delegações. No caso do Mirassol, o processo está muito próximo de ser concluído.
O aeroporto de São José do Rio Preto, administrado pela ASP, iniciou a adaptação para receber voos fretados internacionais especificamente para a participação do clube na Libertadores. O terminal não exigirá reformas estruturais, apenas ajustes operacionais e liberações de órgãos como a Polícia Federal e a Anvisa.
A ideia é que os voos ocorram na madrugada, sem interferir na rotina comercial do aeródromo. A liberação será temporária e restrita às viagens relacionadas à competição.
Mesmo com a necessidade de cumprir vários requisitos, o Mirassol considera todas as demandas da Conmebol encaminhadas e não trabalha com qualquer cenário de exclusão. O clube vê a classificação como questão de tempo e já projeta sua histórica estreia internacional em 2026.