Veículos argentinos afirmam que celulares de dirigentes foram apreendidos nos Estados Unidos, enquanto a Associação do Futebol Argentino nega a informação e diz que seus representantes não foram intimados pela Justiça norte-americana.
Redação Publicado em 23/07/2026, às 10h51
A Associação do Futebol Argentino (AFA) voltou ao centro das atenções após o surgimento de informações sobre uma operação conduzida pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) envolvendo dirigentes da entidade. O caso teria ocorrido antes do embarque da delegação argentina de volta a Buenos Aires, após o encerramento da Copa do Mundo de 2026.
Segundo publicações dos jornais Clarín, Infobae e AS, agentes federais norte-americanos teriam confiscado celulares do presidente da AFA, Claudio "Chiqui" Tapia, além do tesoureiro Pablo Toviggino e dos empresários Diego Lucero e Javier Faroni.
As reportagens afirmam que Tapia e Toviggino são investigados por suspeitas de fraude e peculato em um esquema que envolveria aproximadamente US$ 300 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão na cotação atual.
De acordo com os veículos argentinos, a investigação aponta que recursos provenientes de contratos de patrocínio teriam sido desviados por meio de empresas de fachada. Entre elas estaria a TourProdEnter, sediada no estado da Flórida e ligada ao empresário Javier Faroni.
Ainda conforme as informações divulgadas, integrantes da direção da AFA deveriam comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida no próximo dia 30 de julho para prestar esclarecimentos no âmbito da investigação.
A Associação do Futebol Argentino, no entanto, contestou publicamente parte das informações. Em nota oficial, a entidade afirmou que é "absolutamente falsa" a notícia de que o celular de Claudio Tapia tenha sido apreendido durante qualquer operação conduzida pelo FBI.
A AFA também negou que Tapia e Pablo Toviggino tenham sido intimados pela Justiça norte-americana, sustentando que a convocação judicial mencionada nas reportagens se refere a uma terceira pessoa, sem identificar o nome.
Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não divulgaram manifestação oficial detalhando a investigação ou confirmando as informações publicadas pela imprensa argentina. O caso segue repercutindo no futebol sul-americano e poderá ganhar novos desdobramentos conforme o avanço das apurações.