Espanha desembarca em Madri para celebrar título mundial após vitória histórica sobre a Argentina

Seleção campeã do mundo será recebida pela família real, pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e desfilará em ônibus aberto pelas ruas da capital espanhola depois da conquista da segunda estrela.

A delegação desembarca em Madri nesta segunda-feira para desfilar em ônibus aberto e comemorar o bicampeonato mundial com a torcida - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 20/07/2026, às 10h52

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A Espanha começa nesta segunda-feira, 20 de julho, a celebração oficial do bicampeonato mundial. Depois de vencer a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026, a delegação espanhola desembarca em Madri para reencontrar a torcida e transformar a capital em palco de uma festa nacional.

A programação prevê uma recepção institucional antes do contato direto com os torcedores. A seleção será recebida pela família real espanhola, depois pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, e em seguida seguirá em ônibus aberto pelas ruas centrais de Madri. O roteiro termina na região de Cibeles, tradicional ponto de comemoração do futebol espanhol.

A Real Federação Espanhola de Futebol informou que a delegação chegaria ao Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas por volta de 12h50, em voo vindo do Aeroporto Internacional de Newark, nos Estados Unidos. Após o desembarque, os campeões teriam algumas horas de descanso antes dos compromissos oficiais e da festa popular.

O desfile em ônibus aberto está previsto para começar por volta das 19h, após as recepções institucionais. O trajeto divulgado pela federação inclui locais simbólicos de Madri, passando por Moncloa, Calle Princesa, Alberto Aguilera, Carranza, Sagasta, Génova, Jorge Juan, Goya, Serrano, Plaza de la Independencia, Puerta de Alcalá, Alfonso XII e Calle Montalbán, junto ao Palácio de Cibeles.

A festa encerra uma campanha histórica da Fúria. Na primeira Copa do Mundo com 48 seleções, a Espanha terminou campeã de forma invicta e sofreu apenas um gol em oito partidas. O time comandado por Luis de la Fuente confirmou o domínio coletivo que marcou sua trajetória no torneio e consolidou uma geração formada por nomes como Rodri, Lamine Yamal, Marc Cucurella, Nico Williams, Ferran Torres e Pau Cubarsí.

Na final, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a Espanha controlou boa parte do jogo contra a Argentina, então defensora do título. A partida só foi decidida na prorrogação. Ferran Torres marcou o gol da vitória aos 106 minutos, depois de jogada construída pela equipe espanhola. O placar de 1 a 0 garantiu à Espanha sua segunda Copa do Mundo, 16 anos depois do título conquistado em 2010.

A conquista teve peso ainda maior pelo adversário. A Argentina chegou à decisão como atual campeã mundial e com Lionel Messi em mais um capítulo histórico de sua carreira. Mesmo assim, a equipe sul-americana foi dominada em boa parte da partida. Segundo a CBN, a Argentina não finalizou nenhuma vez durante o tempo normal da final, um dado inédito na história das decisões de Copa.

O título também fortalece a trajetória de Luis de la Fuente no comando da Espanha. De acordo com a RFEF, o treinador chegou ao seu jogo número 50 pela seleção justamente na final contra a Argentina e completou um ciclo vitorioso com Nations League em 2023, Eurocopa em 2024 e Copa do Mundo em 2026.

Nas ruas, a comemoração começou antes mesmo da chegada dos jogadores. Segundo a Reuters, milhares de torcedores celebraram em Madri, Barcelona e Rocafonda, bairro onde Lamine Yamal cresceu. Bandeiras vermelhas e amarelas, sinalizadores, fogos e cânticos tomaram as ruas após o apito final. Em Madri, a festa se espalhou por pontos como Puerta del Sol e outras praças centrais.

O retorno da seleção deve reunir milhares de torcedores ao longo do trajeto. A AP informou que grupos de fãs já aguardavam os campeões no aeroporto de Barajas e também se posicionavam perto da Plaza de Cibeles desde a manhã desta segunda-feira, apesar da previsão de calor intenso na capital espanhola.

A festa, no entanto, também ocorre em meio a um episódio triste. Autoridades locais relataram a morte de um adolescente de 13 anos em Salamanca após o colapso de uma fonte onde ele havia subido durante as comemorações. O caso marcou um contraste com a euforia nacional pela conquista.

Com o título de 2026, a Espanha volta ao topo do futebol mundial e passa a ter duas Copas do Mundo, repetindo o feito de 2010. A conquista coloca o país no grupo de seleções bicampeãs e reforça a força de uma geração que já havia vencido a Eurocopa de 2024. Para muitos torcedores jovens, esta é a primeira vez vendo a seleção masculina espanhola levantar a taça mais importante do futebol.

Mais do que uma comemoração, o desembarque em Madri representa o início de uma nova memória coletiva para o futebol espanhol. A segunda estrela chega em um momento de renovação, com uma equipe jovem, dominante e campeã, pronta para ser recebida como símbolo de orgulho nacional.

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