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Taxa de desemprego no Brasil atinge 7% em 2025, diz Pnad Contínua

Pesquisa do IBGE mostra que homens têm 5,7% e mulheres 8,7% de desemprego, evidenciando desigualdade de gênero

Pesquisa do IBGE mostra que homens têm 5,7% e mulheres 8,7% de desemprego, evidenciando desigualdade de gênero - Imagem: Reprodução / Agência Brasília

Gabriela Thier Publicado em 16/05/2025, às 16h08

No primeiro trimestre de 2025, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a taxa média de desemprego no Brasil alcançou 7%. O cenário é ainda mais complexo quando se analisa o impacto da desigualdade de gênero sobre as taxas de desocupação, com os homens apresentando um índice de 5,7% em contraste com 8,7% para as mulheres.

A pesquisa também destacou disparidades significativas relacionadas à cor ou raça. Os dados indicam que a taxa de desemprego foi de 5,6% entre pessoas brancas, enquanto os pretos enfrentaram uma taxa de 8,4% e os pardos, 8%. Essa variação acentuada evidencia as desigualdades estruturais no acesso ao mercado de trabalho, onde grupos raciais distintos experimentam níveis diversos de desocupação.

Adicionalmente, a análise educacional revelou que o nível de escolaridade tem uma influência direta nas taxas de emprego. A desocupação foi particularmente elevada entre aqueles que não concluíram o ensino médio, atingindo uma taxa alarmante de 11,4%. Em contrapartida, indivíduos com diploma de nível superior apresentaram uma taxa significativamente menor, fixando-se em apenas 3,9%.

O estudo também explorou a subutilização da força de trabalho em diferentes regiões do país. O Piauí registrou a mais alta taxa de subutilização, atingindo 34%. Outros estados como Bahia e Alagoas também mostraram índices preocupantes, ambos com 27,5%. Por outro lado, as unidades federativas que apresentaram os menores níveis de subutilização foram Santa Catarina (5,3%), Espírito Santo (7,9%) e Mato Grosso (8,1%). A média nacional para subutilização ficou em 15,9%, refletindo um panorama desafiador para o mercado laboral brasileiro.

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