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Ministro da saúde defende redistribuição tributária em prol do SUS

A proposta do governo Lula visa garantir que 99% da população pague menos impostos

A proposta do governo Lula visa garantir que 99% da população pague menos impostos - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 07/07/2025, às 16h09

Em uma recente entrevista concedida à TV 247, Alexandre Padilha, o atual ministro da Saúde, fez uma defesa contundente da proposta apresentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a reestruturação da carga tributária nacional. Segundo Padilha, essa iniciativa visa aliviar a pressão fiscal que recai sobre a maioria da população brasileira, além de garantir investimentos mais robustos no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro enfatizou que a proposta não deve ser interpretada como uma campanha de divisão entre os cidadãos, mas sim como uma política voltada para a equidade tributária. "Não percebo uma narrativa do tipo 'nós contra eles'. O que está em jogo é um esforço do presidente Lula para reduzir impostos para 99% da população", destacou Padilha.

Padilha explicou que a proposta governamental visa aumentar os recursos destinados à saúde pública enquanto proporciona uma desoneração significativa para a maior parte dos brasileiros. "Para permitir a redução dos impostos de 99% da população e ao mesmo tempo aumentar os recursos destinados à saúde, como fizemos recentemente ao disponibilizar medicamentos que custam entre R$2 mil e R$5 mil para as famílias pelo SUS, é necessário que alguém arca com esse custo", argumentou.

Ele ainda acrescentou que o financiamento dessas políticas públicas deverá ser oriundo de um pequeno segmento da sociedade, mas com elevada capacidade contributiva. "O presidente deixa claro que quem vai contribuir um pouco mais para os recursos da saúde será menos de 1% da população brasileira", ressaltou.

Padilha caracterizou essa proposta como uma "campanha em defesa da vida, da ciência e de um SUS fortalecido". Para ele, é tanto legítimo quanto imprescindível que os super-ricos contribuam mais. "Para termos um SUS mais forte e podermos reduzir impostos para 99% da população brasileira, é fundamental que esse 1% contribua significativamente para isso", afirmou.

A declaração do ministro reforça a estratégia governamental de associar a taxação de grandes fortunas e rendas elevadas ao fortalecimento de políticas públicas essenciais, como o SUS. A narrativa busca evidenciar que a medida não tem caráter punitivo, mas representa uma alternativa solidária e sustentável para assegurar direitos fundamentais à maioria da população.

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