Novo programa federal promete juros reduzidos, renegociação facilitada e acesso a crédito para brasileiros que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldades para obter financiamento.
Redação Publicado em 29/06/2026, às 12h02
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira (29) o programa Desenrola Adimplentes, nova iniciativa do governo federal voltada aos trabalhadores informais que mantêm um histórico recente de pagamentos em dia, mas encontram dificuldades para acessar crédito no sistema financeiro.
A medida amplia o alcance do Novo Desenrola Brasil, criado inicialmente para renegociar dívidas de pessoas inadimplentes, e busca incentivar a inclusão financeira daqueles que, mesmo sem vínculo formal de emprego, demonstram capacidade de pagamento.
Segundo o governo, o programa pretende oferecer condições mais vantajosas para renegociação de empréstimos e contratação de novas operações de crédito, utilizando mecanismos de garantia para reduzir o risco das instituições financeiras e, consequentemente, diminuir as taxas de juros.
O Desenrola Adimplentes será destinado a:
Poderão ser renegociados empréstimos pessoais de até R$ 15 mil por instituição financeira, desde que sejam cumpridos alguns requisitos:
Entre as regras anunciadas pelo governo estão:
O prazo para quitação também poderá ser estendido conforme o tempo restante do contrato original:
Outra novidade é a possibilidade de acesso a um crédito adicional equivalente a até 50% do saldo devedor da dívida original, desde que a nova prestação permaneça dentro do limite estabelecido pelo programa.
Para incentivar a concessão dos empréstimos, o governo prevê ainda a utilização do Fundo Garantidor de Operações, que cobrirá até 50% das primeiras perdas das carteiras de crédito e oferecerá garantia integral para cada operação contratada.
O governo informou que o Desenrola 2.0, focado na renegociação de dívidas de consumidores inadimplentes, continuará funcionando paralelamente. Segundo dados oficiais, a nova fase do programa já renegociou cerca de R$ 20 bilhões em débitos em poucas semanas de operação.
Além das dívidas bancárias, o programa também vem contemplando contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), permitindo descontos expressivos e renegociações facilitadas.