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Crescimento do PIB do Brasil é revisado para 2,4% em 2025, diz Ministério da Fazenda

A Secretaria de Política Econômica elevou a previsão de crescimento do PIB de 2025, apesar das altas taxas de juros

Imagem ilustrativa - Imagem: Reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil

Sabrina Oliveira Publicado em 19/05/2025, às 14h07

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira, dia 19, uma atualização em sua previsão para o Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, elevando a estimativa de 2,3% para 2,4%.

Esse ajuste positivo ocorre mesmo diante de um cenário marcado por taxas de juros elevadas, que atualmente se encontram em 14,75% ao ano, o que representa o maior nível em quase duas décadas. Essas taxas têm sido implementadas como uma estratégia para controlar a inflação.

A recente decisão do Copom em elevar a taxa básica de juros é um reflexo das medidas necessárias para lidar com as pressões inflacionárias. Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão na projeção se relaciona à expectativa de um crescimento mais robusto no primeiro trimestre e à melhoria esperada na produção agropecuária ao longo do ano. Contudo, após essa aceleração inicial, espera-se que o PIB desacelere e permaneça estável no segundo semestre.

Ainda que a previsão tenha sido revisada para cima, o resultado projetado indica uma desaceleração em comparação com 2024, quando a economia cresceu 3,4%. A expectativa do governo supera as previsões do mercado financeiro, que estima um crescimento de apenas 2,02%. Para o primeiro trimestre de 2025, o governo projeta um aumento de 1,6%, impulsionado principalmente pela robustez do setor agropecuário. Já para 2026, a expectativa é que o PIB cresça 2,5%, enquanto economistas do setor financeiro preveem uma alta mais modesta de 1,7%.

O Banco Central, por sua vez, enfatiza a necessidade de desacelerar o ritmo econômico para conter as pressões inflacionárias. Em declarações feitas nesta segunda-feira pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, foi destacado que a manutenção das taxas de juros em níveis elevados é uma medida prudente e deve ser mantida por um período prolongado.

Crescimento da inflação

No que diz respeito à inflação, o Ministério da Fazenda também atualizou suas previsões. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,9% para 5% em 2025. Assim, espera-se que a inflação suba em relação ao ano anterior, quando registrou um avanço de 4,83%.

A confirmação de um IPCA projetado em 5% sugere que a meta inflacionária será ultrapassada novamente este ano. Desde o início do sistema de metas contínuas em 2025, a meta estabelecida é de 3%, sendo considerada cumprida se a inflação variar entre 1,5% e 4,5%.

A análise feita pelo Ministério da Fazenda indica que uma redução consistente na inflação será observada somente a partir de setembro deste ano.

A previsão para 2026 manteve-se praticamente inalterada em relação ao IPCA, aumentando levemente de 3,5% para 3,6%, ainda dentro da faixa da meta inflacionária mas acima do objetivo central.

A equipe econômica acredita que fatores externos podem ajudar na contenção das pressões inflacionárias na América Latina. A imposição de tarifas pelos Estados Unidos e China pode contribuir para uma diminuição temporária dos preços ao consumidor devido à superprodução na China e à queda nos preços das commodities.

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