Decisão do Conselho Monetário Nacional amplia o limite de crédito da estatal e reforça o plano de reestruturação garantido pela União
Lívia Gennari Publicado em 26/02/2026, às 21h00
O Correios recebeu nesta quinta-feira (26), um novo impulso financeiro após o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar a possibilidade de contratação de até R$ 8 bilhões em empréstimos com garantia da União. A decisão eleva o teto global de crédito disponível à companhia de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões, fortalecendo o plano de reestruturação iniciado no fim do ano passado.
O limite adicional foi definido à estatal na revisão anual das permissões de contratação de crédito por órgãos do setor público. De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, o objetivo é assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira aprovado em dezembro, considerado essencial para recuperar a saúde financeira e operacional da empresa.
A ampliação do espaço para endividamento acontece meses após os Correios terem captado R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, operação que contou com garantia do Tesouro Nacional. Na ocasião, a estatal buscava R$ 20 bilhões, mas acabou acessando um valor menor enquanto aguardava novas autorizações. O novo montante aprovado pelo governo completa o volume total estimado como necessário para o processo de reestruturação.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano também abriu espaço fiscal ao permitir que até R$ 10 bilhões em despesas relacionadas ao plano de recuperação não entrem no cálculo da meta das estatais em 2024. A exceção foi incluída durante a tramitação da lei, após o agravamento da crise financeira da estatal ter contribuído para um contingenciamento no Orçamento federal no ano passado.