Dados do IBGE mostram 19 estados e o DF com recorde de baixa desocupação; informalidade ainda atinge 38,1% dos trabalhadores
Letícia Sales Publicado em 20/02/2026, às 10h53
O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação média do país ficou em 5,6%.
Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal registraram as menores taxas já observadas em suas respectivas séries. Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideraram o ranking nacional, seguidos por Mato Grosso do Sul (3%) e Espírito Santo (3,3%). São Paulo fechou o ano com 5%, abaixo da média nacional.
Por outro lado, estados do Nordeste concentraram os índices mais elevados. Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%) aparecem entre as maiores taxas de desemprego do país. Mesmo assim, o levantamento mostra que 12 das 27 unidades da federação ficaram abaixo da média brasileira.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e classifica como desocupada apenas quem procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. O IBGE visita cerca de 211 mil domicílios em todo o território nacional para compor o levantamento.
Informalidade ainda é desafio
Apesar do avanço no emprego, a informalidade segue elevada. O país terminou 2025 com 38,1% dos trabalhadores atuando sem carteira assinada ou proteção trabalhista. Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%) registraram os piores índices, enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%) apresentaram as menores taxas.
A informalidade implica ausência de direitos como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego e contribuição previdenciária.
Rendimento médio cresce, com liderança do DF
O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.560 em 2025. O Distrito Federal lidera com ampla vantagem, alcançando R$ 6.320, impulsionado pelo grande número de servidores públicos. São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177) aparecem na sequência.
Na outra ponta, Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394) registraram os menores rendimentos médios do país.
Os dados revelam um cenário de recuperação consistente do mercado de trabalho, mas também evidenciam desigualdades regionais persistentes, tanto no acesso ao emprego formal quanto na renda dos trabalhadores.